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publicado em 05/04/2013 às 13h47:00
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Giovanni Guido Cerri, médico e professor da Faculdade de Medicina da USP, é secretário da Saúde do Estado de São Paulo
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Giovanni Guido Cerri, médico e professor da Faculdade de Medicina da USP, é secretário da Saúde do Estado de São Paulo

O ditado " prevenir é melhor do que remediar" nunca foi tão apropriado quanto o assunto é a saúde da população. Ninguém, obviamente, quer ficar doente. Mas a promoção e prevenção em saúde ainda precisam ser disseminadas de forma mais eficiente em todo o Brasil, para que as pessoas, cada vez mais, sejam esclarecidas sobre estilos de vida mais saudáveis que evitam doenças e podem salvar vidas.

Cabe ao poder público incentivar a mudança de hábitos dos cidadãos no dia-a-dia, combatendo, desta forma, inúmeros problemas de saúde como a diabetes, cardiopatias, obesidade e câncer, entre outros.

Políticas nesse sentido devem ser aprofundadas e estimuladas, pois, além de evitar que as pessoas adoeçam, sabidamente são mais baratas de serem implantadas em relação aos valores gastos com internações, exames e remédios para o tratamento de doenças que derivam do sedentarismo, tabagismo, alcoolismo e alimentação inapropriada, entre outros hábitos que podem comprometer a saúde.

Houve, sem dúvida, avanços significativos nas últimas duas décadas no que se refere à prevenção na saúde pública. O governo brasileiro investiu acertadamente em um bem-sucedido programa de imunizações, hoje referência mundial, que contribuiu para erradicar a paralisia infantil e controlar doenças como o sarampo, rubéola, difteria e raiva humana, entre outras moléstias transmissíveis.

O desafio, agora, é levar a cultura da prevenção para dentro dos lares, das famílias, das empresas e das escolas, estimulando o cidadão, desde cedo e nas diferentes fases da vida, a cuidar da sua saúde, a não cometer excessos, a seguir condutas que contribuirão decisivamente para evitar o desenvolvimento de doenças e garantir maior qualidade de vida.

Individualmente, há fatores genéticos que devem ser levados em consideração. Pessoas com histórico familiar de câncer e hipertensão, por exemplo, têm naturalmente risco maior de ter esses problemas e, por isso, devem redobrar seus cuidados.

O Estado de São Paulo decidiu priorizar a prevenção e promoção da saúde como política pública. São diversos programas que estão sendo aperfeiçoados, aprimorados e integrados em uma estratégia única, de modo difundir hábitos e estilos de vida mais saudáveis entre a população paulista.

O programa paulista de combate ao álcool na infância e juventude, por meio da Lei Antiálcool e de um trabalho de prevenção em escolas estaduais, é uma das iniciativas nesse sentido, pois é de domínio público que quanto mais cedo o jovem passa a consumir álcool, maiores são as chances de desenvolver dependência química no futuro. O alcoolismo é a segunda maior causa de morte evitável. A própria Lei Antifumo, de 2009, teve a preocupação de combater o tabagismo passível, que é a terceira causa de mortes evitáveis.

Desde 1996 a Secretaria de Estado da Saúde mantém o Programa Agita São Paulo, que virou referência para a OMS (Organização Mundial de Saúde) no combate ao sedentarismo por meio do incentivo ao acúmulo de pelo menos 30 minutos de atividades físicas, por cinco dias na semana. A versão internacional do programa, chamada Agita Mundo, está presente em dezenas de países.

Novos programas, como o Meu Prato Saudável, que possui apoio técnico e científico do Instituto do Coração (InCor) do HCFMUSP, auxiliam a reorientar a população sobre alimentação saudável sem grandes restrições ou dietas, mas indicando os nutrientes e quantidades ideais para cada refeição do dia e com os alimentos com os quais as pessoas já estão acostumadas no dia-a-dia.

Recentemente a Secretaria lançou, em parceria com a Associação Médica Brasileira, o projeto Casa + Saudável, iniciativa pioneira que tem como objetivo reduzir o número de acidentes domésticos como quedas, queimaduras e intoxicações.

Neste Dia Mundial da Saúde (7 de abril), a conclusão é a de que, definitivamente, a saúde pública não pode ser pensada apenas sob o ponto de vista da assistência. Muito embora a ampliação da rede de hospitais e serviços de saúde seja importante, é igualmente fundamental intensificar a realização de campanhas e implantação de novas políticas de incentivo à prevenção, para que as pessoas precisem menos de leito e remédio e vivam mais e melhor.

Fonte: Isaude.net
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