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publicado em 05/04/2013 às 10h30:00
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Crise econômica causa choque significativo durante a gravidez e prejudica sobretudo os fetos frágeis do sexo masculino
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Crise econômica causa choque significativo durante a gravidez e prejudica sobretudo os fetos frágeis do sexo masculino

Mulheres grávidas são mais propensas a sofrer um aborto espontâneo durante uma recessão econômica grave. É o que revela estudo apresentado na conferência anual da Royal Economic Society.

A pesquisa sugere que o estresse provocado quando os governos cortam salários pode levar algumas grávidas a perder seus bebês.

O estudo analisou o impacto das recentes medidas de austeridade na Romênia, onde as reformas anunciadas em maio de 2010 incluiu um corte de 25% nos salários de todos os funcionários públicos e um corte no subsídio por licença parental.

Os autores do relatório analisaram todos os nascimentos registrados no país ao longo de um período de três anos, e comparou os resultados entre crianças no útero, no momento do anúncio da política, com a de nascidas em 2009.

A equipe constatou que nasceram menos meninos do que durante tempos normais, embora os bebês do sexo masculino que sobreviveram foram mais saudáveis do que em tempos sem crise.

Segundo as autoras da pesquisa, Simona Bejenariu da Universidade de Gotemburgo e Andreea Mitrut da Uppsala University, estes resultados são consistentes com um processo de "seleção induzida" no útero.

Isto sugere que um choque significativo durante a gravidez prejudica sobretudo os fetos frágeis do sexo masculino.

O estudo mostrou que a taxa de natalidade na Romênia caiu drasticamente após os cortes financeiros. Em fevereiro de 2011, nove meses após as alterações na economia, o número de nascimentos caiu abaixo de 15 mil pela primeira vez desde 1956.

Os resultados do estudo coincidem com uma onda de reformas sociais novas que estão sendo implementadas em toda a Europa. "Os efeitos da grande recessão podem ser mais abrangentes do que se pensava inicialmente", afirmam Bejenariu e Mitrut.

Os autores ressaltam que, com base no estudo e na agitação social sobre as medidas de austeridade na Europa, os decisores políticos devem considerar que as mudanças políticas inesperadas podem agir como estressores suficientemente graves com consequências inesperadas ou não intencionais.

Fonte: Isaude.net
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