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publicado em 31/03/2013 às 13h30:00
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Foto: University of Washington
Imagem: Barcelona Superconducting Center
Dr. Charles Murry, envolvido na pesquisa Modelo computacional da eletromecânica cardíaca
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Dr. Charles Murry, envolvido na pesquisa
Modelo computacional da eletromecânica cardíaca

Cientistas da University of Washington, nos EUA, identificaram uma molécula capaz de aumentar a velocidade e a força de contração do músculo cardíaco.

A pesquisa mostra que a terapia genética que induz a produção da molécula 2-desoxi ATP, ou dATP, pode ser usada para tratar uma variedade de condições como ataque cardíaco e insuficiência cardíaca.

Normalmente, a contração muscular é alimentada por uma molécula denominada adenosina-5'-trifosfato, ou ATP. Outros nucleotídeos de ocorrência natural também podem fortalecer a contração do músculo, mas, na maioria dos casos, eles são menos eficaz do que o ATP.

Em um estudo anterior de músculo isolado, no entanto, o pesquisador Michael Regnier e seus colegas descobriram que a molécula de ocorrência natural dATP foi mais eficaz do que ATP na alimentação da contração muscular. dATP aumentou a velocidade e a força da contração, pelo menos a curto prazo.

No novo estudo, os pesquisadores queriam ver se esse efeito poderia ser sustentado. Para fazer isso, usaram a engenharia genética para criar uma estirpe de ratos cujas células produziram níveis mais elevados do que o normal de uma enzima chamada ribonucleótido-redutase. Esta enzima converte o precursor de ATP, a adenosina-5'-difosfato ou ADP, em DADP, a qual, por sua vez, é rapidamente convertida em dATP.

"Esta descoberta fundamental de que dATP pode atuar como um "super-combustível" para a contração do coração abre a possibilidade de tratar uma variedade de condições de insuficiência cardíaca. Um aspecto interessante deste estudo e do nosso trabalho em andamento é que um aumento relativamente pequeno em dATP nas células do coração tem um grande efeito sobre o desempenho cardíaco", destaca Regnier.

Os pesquisadores descobriram que o aumento da produção da enzima redutase ribonucleotídeo aumentou a concentração de dATP dentro de células do coração cerca de dez vezes. O aumento conduziu a uma melhoria da função do músculo cardíaco. Os corações modificados geneticamente contraíram mais rapidamente e com mais força.

Segundo os pesquisadores, é importante notar que o efeito de dATP elevada foi conseguido sem a imposição de demandas metabólicas nas células. Esta observação sugere que a modificação não iria prejudicar o funcionamento da célula a longo prazo.

Os autores sugerem que tratamentos que elevam os níveis de dATP em células do coração podem vir a ser eficazes para combater a insuficiência cardíaca.

Fonte: Isaude.net
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