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publicado em 28/03/2013 às 10h00:00
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Tratamento com bactérias intestinais pode substituir a cirurgia de bypass gástrico na luta contra a obesidade no futuro. É o que sugere estudo de pesquisadores da Harvard Medical School, nos EUA.

Estudo realizado com camundongos revela que a cirurgia causou mudanças drásticas nos micróbios intestinais dos animais. Quando os micróbios foram transferidos para o intestino de camundongos estéreis, o resultado foi a perda de peso rápida.

"Simplesmente colonizando ratos com a comunidade microbiana alterada, eles foram capazes de manter a gordura corporal e perder peso, cerca de 20%, tanto quanto o fariam se passassem por uma cirurgia", afirma o autor sênior da pesquisa Peter Turnbaugh.

Segundo o outro autor sênior, Lee Kaplan, o estudo sugere que os efeitos específicos da cirurgia de bypass gástrico sobre a microbiota contribuem para sua capacidade de causar perda de peso, e encontrar formas de manipular as populações microbianas para imitar esses efeitos poderiam tornar-se uma nova ferramenta valiosa para tratar a obesidade. "Precisamos aprender muito mais sobre os mecanismos pelos quais a população microbiana é alterada pelo bypass gástrico, e então precisamos saber se podemos produzir esses efeitos, tanto as mudanças microbianas ou as mudanças metabólicas associadas, sem cirurgia", afirma.

A equipe acredita que a capacidade de alcançar até mesmo alguns destes efeitos sem cirurgia daria uma maneira inteiramente nova de tratar o problema crítico da obesidade, que pode ajudar os pacientes não aptos ao procedimento cirúrgico.

"Pode não ser que tenhamos uma pílula mágica que funcione para todos que estão um pouco acima do peso. Mas podemos, no mínimo, proporcionar uma alternativa à cirurgia de bypass gástrico, que produz efeitos semelhantes", ressalta Turnbaugh.

Embora houvesse indícios de que os micróbios no intestino podem mudar após a cirurgia, a velocidade e a extensão da mudança vieram como uma surpresa.

Em experiências anteriores, os pesquisadores mostraram que o intestino de ambos os ratos magros e obesos eram povoados por diferentes quantidades de dois tipos de bactérias - Firmicutes e Bacteroidetes. Quando os ratos foram submetidos a cirurgia de bypass gástrico, no entanto, ela redefiniu o quadro microbiano inteiro.

De acordo com os pesquisadores, a comunidade pós-bypass foi dominada por proteobactérias e verrucomicrobia, e tinha níveis relativamente baixos de Firmicutes. Além do mais, essas alterações ocorreram dentro de uma semana da cirurgia, e foram duradouras, mantendo-se estável durante meses depois.

"A grande lacuna no nosso conhecimento é o mecanismo subjacente que liga micróbios à perda de peso. Houve certos micróbios que encontramos em maior abundância após a cirurgia, por isso acho que esses são bons alvos para começar a entender o que está acontecendo. Na verdade, a resposta pode não ser tipos específicos de micróbios, mas um subproduto eles excretam", observa Turnbaugh.

A pesquisa foi publicada na revista Science Translational Medicine.

Fonte: Isaude.net
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