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publicado em 18/03/2013 às 10h30:00
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Foto: G.L. Kohuth/MSU
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Derek Fedeson, estudante de doutorado em Genética, durante o processo de pesquisa A.J. Robison responsável pela pesquisa
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Derek Fedeson, estudante de doutorado em Genética, durante o processo de pesquisa
A.J. Robison responsável pela pesquisa

Cientistas da Universidade Estadual de Michigan, nos EUA, descobriram um processo molecular no cérebro desencadeado pelo uso de cocaína que pode ser um novo alvo para prevenir ou reverter a dependência da droga.

A pesquisa sugere que a cocaína altera o núcleo accumbens, centro de prazer do cérebro que responde a estímulos tais como comida, sexo e drogas.

"Entender o que acontece molecularmente a esta região do cérebro durante longa exposição às drogas pode nos dar uma visão sobre como o vício ocorre", afirma p líder da pesquisa A. J. Robison.

Os pesquisadores descobriram que a cocaína faz com que células no núcleo accumbens aumentem a produção de duas proteínas, uma associada ao vício e outra relacionada com a aprendizagem. As proteínas têm uma relação de reciprocidade, elas aumentam a produção e a estabilidade da outra nas células, por isso o resultado é um efeito 'bola de neve' que os pesquisadores chamam um laço de alimentação vice-versa.

Robison e seus colegas demonstraram o papel essencial do laço em respostas à cocaína, manipulando o processo em roedores. Eles descobriram que o aumento da produção da proteína ligada à toxicodependência fez os animais se comportarem como se fossem expostos à cocaína, mesmo quando eles não eram. Eles também foram capazes de quebrar o circuito, interrompendo a resposta dos roedores à droga, impedindo a função da proteína de aprendizagem.

"A cada nível que estudo, a interrupção deste ciclo cessa o processo que parece ocorrer com exposição a longo prazo a drogas", observa Robison.

Segundo Robison, o estudo foi particularmente interessante porque encontrou sinais do circuito de alimentação vice-versa, mesmo nos cérebros de pessoas que morreram enquanto eram viciadas em cocaína.

"O aumento da produção dessas proteínas que encontramos nos animais expostos a drogas foi exatamente paralelo em uma população de viciados humanos em cocaína humanos. Isso nos faz acreditar que as novas experiências e manipulações que fizemos nos animais são diretamente relevantes para os seres humanos", afirma o pesquisador.

Robison disse que a crescente compreensão do vício em nível molecular pode ajudar a pavimentar o caminho para novos tratamentos para viciados. "Esse tipo de caminho molecular poderia ser interrompido com a medicina genética, que é o que fizemos com os ratos. Muitos pesquisadores acham que é o futuro da medicina", conclui.

A pesquisa foi publicada no Journal of Neuroscience.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Cocaína    Droga    Dependência de drogas    Universidade Estadual de Michigan    A. J. Robison   
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