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publicado em 16/03/2013 às 11h00:00
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Foto: Jeff Miller/University of Wisconsin System
Su-Chun Zhang (ao centro) acompanha o processo de pesquisa
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Su-Chun Zhang (ao centro) acompanha o processo de pesquisa

Cientistas dos EUA transplantaram, pela primeira vez, células neurais derivadas da pele de um macaco em seu cérebro e observaram que as células se desenvolveram em vários tipos de células cerebrais maduras.

Após seis meses, as células pareciam totalmente normais, e foram detectáveis apenas porque inicialmente foram marcadas com uma proteína fluorescente.

A pesquisa, publicada na Cell Reports, abre portas para a medicina personalizada, onde os tratamentos são projetados para cada indivíduo.

E uma vez que as células da pele não eram tecidos "estrangeiros", não houve sinais de rejeição imunológica, que é um grande problema com os transplantes de células. "Quando você olha para o cérebro, você não pode dizer que é um enxerto. Estruturalmente, o cérebro do hospedeiro parece com um cérebro normal, o enxerto pode ser visto apenas sob o microscópio fluorescente", afirma o autor sênior Su-Chun Zhang, da Universidade de Wisconsin-Madison.

As células foram implantadas nos macacos através de um processo cirúrgico guiado por uma imagem de ressonância magnética. Os três macacos rhesus utilizados no estudo tinham uma lesão na região do cérebro que causa Parkinson. A doença é causada pela morte de um pequeno número de neurônios que formam a dopamina, um sinalizador químico utilizado no cérebro.

As células transplantadas vieram de células-tronco pluripotentes induzidas (células iPS), que podem, tal como as células estaminais embrionárias, desenvolver-se em qualquer célula no corpo. As células iPS, no entanto, derivam de células adultas em vez de embriões.

No laboratório, as células iPS foram convertidas em células progenitoras neurais. Estas células de estágio intermediário podem ainda se especializar em neurônios que transportam os sinais nervosos e em células gliais que executam funções de suporte e nutricional. Esta fase final de maturação ocorreu dentro do macaco.

O experimento foi concebido como uma prova de princípio. Os pesquisadores não transplantaram neurônios suficientes para substituir as células produtoras de dopamina no cérebro e o comportamento dos animais não se alterou.

Segundo os pesquisadores, apesar de promissora, a técnica de transplante tem um longo caminho até a prática clínica. No entanto, o novo estudo representa um verdadeiro passo em frente que pode beneficiar pacientes humanos que sofrem de várias doenças. "Ao retirar as células do animal e devolvê-las em uma nova forma para o mesmo animal, este é um primeiro passo para a medicina personalizada", conclui a coautora da pesquisa Marina Emborg.

Fonte: Isaude.net
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