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publicado em 15/03/2013 às 13h59:00
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Utilizando pele suína e terapia com a proteína anexina A1, uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) busca desenvolver um novo método para transplante e implante de pele, necessários quando há perda de pele e anexos ocasionada por feridas não cicatrizantes ou provenientes de complicações pós-cirúrgicas, retirada de hérnias complicadas, câncer ou queimaduras graves.

A técnica consiste na utilização de matrizes suínas que sofreram remoção, em laboratório, de células e do máximo de material nucleico, porém sem efeito sobre sua atividade biológica e sua integridade mecânica.

Resultados iniciais de testes com ratos, segundo Sonia, têm demonstrado que esse material biológico é facilmente manipulável e ajustável à superfície do hospedeiro, provendo um adequado preenchimento e incorporação ao tecido com pouca reação do organismo.

" Constatamos, assim, que uma maneira de melhorar os transplantes e implantes é com a utilização de um material de origem natural, não imunogênico e que proporcione a adesão necessária para a reconstrução da pele" , explica a professora Sonia Oliani, coordenadora do estudo. " Além disso, outro benefício é o fato de esse ser um material economicamente viável" .

As matrizes acelulares suínas são produzidas em Londres, com supervisão principalmente da pesquisadora Karin Greco, no Northwick Park Institute For Medical Research, da University College London, instituto que atua em parceria com o Laboratório de Imunomorfologia do Ibilce. Além de analisar a ocorrência ou não de rejeição, a equipe de Rio Preto tem feito a caracterização das matrizes acelulares suínas do ponto de vista bioquímico, biomecânico e estrutural.

Outro ponto fundamental da pesquisa está na análise da proteína anexina A1 como potencial recurso terapêutico nos processos regenerativo e cicatricial. Tal proteína que é produzida pelo organismo e apresenta importantes papéis fisiológicos, entre eles ações anti-inflamatórias tem sido utilizada com sucesso em transplantes renais realizados pelo Laboratório.

" Temos inúmeros estudos, também em parceria com a universidade britânica Queen Mary University of London, que mostram a anexina A1 como arma importante nos processos inflamatórios" , afirma Sonia.

No entanto, não se tem evidências de que os efeitos da anexina A1 podem ser traduzidos num controle da reação imunológica nos processos de rejeição de tecidos. " Nossa proposta agora é chegar a esse entendimento como uma alternativa para melhorar a qualidade e sobrevida dos transplantes de pele em pacientes" .

Com informações da Unesp

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Implante de pele    Pele suína    Proteína anexina A1    Unesp    Universidade de São Paulo   
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