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publicado em 13/03/2013 às 09h00:00
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Pesquisadores da Johns Hopkins University, nos EUA, descobriram que as células-tronco da gordura do próprio paciente podem entregar medicamentos diretamente no cérebro para o tratamento do glioblastoma, a forma mais comum e agressiva de tumor cerebral.

Os pesquisadores disseram que as chamadas células-tronco mesenquimais (CTMs) têm uma capacidade inexplicável de procurar células danificadas, como as envolvidas no câncer, e podem fornecer aos médicos uma nova ferramenta para alcançar áreas de difícil acesso no cérebro onde o câncer pode se esconder e proliferar novamente.

Segundo os pesquisadores, a colheita de CTMs a partir de gordura é menos invasiva e menos cara do que a partir de medula óssea, método mais comumente estudado.

Os resultados foram descritos na revista PLoS ONE.

"O maior desafio no câncer de cérebro é a migração de células cancerosas. Mesmo quando removemos o tumor, algumas células já escapuliram e estão causando danos em outro lugar. Baseando-nos em nossos achados, podemos ser capazes de encontrar uma maneira de armar células saudáveis do próprio paciente com o tratamento necessário para perseguir as células cancerosas e destruí-las. É a verdadeira medicina personalizada", afirma o líder do estudo Alfredo Quinones-Hinojosa.

Quinones-Hinojosa e seus colegas compraram CTMs humanas derivadas da medula óssea e das células de gordura, e também isolaram e cresceram suas próprias linhagens de células estaminais de células removidas da gordura de dois pacientes. Comparando-se as três linhagens celulares, eles descobriram que todas proliferaram, migraram, permaneceram vivas e mantiveram seu potencial da mesma forma que as células-tronco.

Segundo o pesquisador, este foi um achado importante porque sugere que as próprias células de gordura de um paciente podem funcionar tão bem quanto qualquer outra para criar células que combatem o câncer. "Essencialmente, estas CTMs são como um dispositivo ' inteligente' que pode rastrear células cancerosas", explica Quinones-Hinojosa.

A equipe ainda não sabe por que as CTMs são atraídas para as células do glioblastoma, mas elas parecem ter uma afinidade natural para locais danificados no corpo, como uma ferida.

Fonte: Isaude.net
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