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publicado em 13/03/2013 às 11h29:00
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Foto: Ministério da Saúde
Hoje existem poucas drogas que podem ser usadas para interromper o trabalho de parto prematuro
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Hoje existem poucas drogas que podem ser usadas para interromper o trabalho de parto prematuro

Cientistas da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, descobriram que um gene chave presente no útero, que impede o parto de ocorrer muito cedo, é desligado pela inflamação na época do início do trabalho de parto.

A descoberta abre caminho para o desenvolvimento de novos tratamentos para prevenir nascimentos prematuros.

No Reino Unido, o nascimento prematuro afeta cerca de um em 10 partos e complicações decorrentes de nascimentos prematuros são a principal causa de mortes entre recém-nascidos. Os bebês que sobrevivem têm um risco aumentado de desenvolver problemas de saúde e de desenvolvimento a longo prazo incluindo paralisia cerebral, dificuldades respiratórias, cegueira e surdez.

O processo por meio do qual as mulheres entram em trabalho de parto ainda é pouco compreendido, mas é fundamental que isso aconteça na hora certa, quando o bebê está pronto para nascer e pode sobreviver. Atualmente, existem poucas drogas confiáveis que podem ser usadas para parar o trabalho de parto prematuro.

A pesquisa se concentrou em como a inflamação no útero afeta uma classe experimental de medicamentos chamados inibidores da histona deacetilase (HDACi), que trabalha com o objetivo de atrasar o parto quando ele começa prematuramente.

Em estudos de laboratório, utilizando amostras de tecido retiradas de mulheres grávidas, estas drogas experimentais conseguiram parar a contratação do útero. Quando a equipe analisou uma substância química liberada durante a inflamação do útero, chamada TNF, eles descobriram que esse químico fez com que a contração do músculo começasse de novo, mesmo quando a droga HDACi tinha parado com sucesso a contração do útero.

"Nosso trabalho demonstra que, embora esta droga experimental possa parar a contratação do útero, ela não pode impedir a inflamação associada ao trabalho de parto normal de desligar os genes que garantem que a contração do útero não comece muito cedo. Isso significa que essa classe de drogas pode não ser uma medicação adequada para impedir o parto prematuro", afirma o líder da pesquisa Neil Chapman.

Segundo os pesquisadores, a pesquisa é um passo importante para desvendar os mistérios por trás dos processos de trabalho de parto normal. "Nós mostramos que a inflamação do útero desliga os genes que impedem o trabalho de parto prematuro. Compreender como prevenir essa inflamação ou como pará-la bloqueando os genes-chave necessários para impedir a contração do útero levaria a novos tratamentos para prevenir o nascimento prematuro", concluem.

Veja mais detalhes sobre esta pesquisa (em inglês).

Fonte: Isaude.net
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