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publicado em 06/03/2013 às 13h21:00
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Puruí-grande-da-mata pertence à família Rubiaceae - a mesma do café -, e possui um fruto comestível, porém não muito consumido
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Puruí-grande-da-mata pertence à família Rubiaceae - a mesma do café -, e possui um fruto comestível, porém não muito consumido

Após sete anos de estudo, a pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), Cecília Veronica Nunez, reconheceu em uma planta amazônica um alcaloide que possui potencial anticancerígeno. Em 2012, a substância fez parte da lista de patentes depositadas pelo Instituto.

O alcalóide encontrado foi extraído da planta Duroia macrophylla, popularmente conhecida como puruí-grande-da-mata. A espécie pertence à família Rubiaceae (a mesma do café) e possui um fruto comestível, porém não muito consumido. " Eu quis conhecer o potencial biológico das espécies amazônicas. Então com esse objetivo, coletei diversas plantas, não só da família Rubiaceae, mas de outras famílias de vegetais e esse extrato mostrou uma grande atividade" , explica.

De acordo com Nunez, esse foi o primeiro estudo com a espécie. " Essa planta nunca teve nenhum estudo químico realizado. Muita gente fala sobre a floresta amazônica conter um grande potencial biológico e eu posso realmente afirmar que temos um potencial químico-biológico enorme. Ela forneceu um alcaloide inédito na literatura. Existe já o esqueleto, mas a posição como a estrutura está ligada é inédita, então ainda tem muita coisa a ser descoberta" , afirma.

A pesquisadora explica que os alcaloides não são produzidos igualmente pelas plantas, há apenas algumas famílias de vegetais que os produzem, além de alguns micro-organismos e animais. " Este alcaloide específico deu atividades sobre células tumorais de Leucemia humana, Adenocarcinoma gástrico (câncer de estômago) e Melanoma (câncer de pele), isso por enquanto em linhagens em células, ou seja, o ensaio in vitro.

Testes

Segundo a cientista, ainda é cedo para dizer que a substância poderá ser usada em tratamentos contra as doenças, pois é preciso realizar os ensaios de todas as etapas pré-clínica e clínica. " Pela alta atividade que esse alcaloide apresentou e pela baixa toxicidade em células sadias, existe um potencial muito grande, mas é prematuro dizer para já se utilizar a planta (em tratamentos)" , diz.

Ainda em andamento, a pesquisa está dividida em duas frentes: a primeira é o estudo da planta para encontrar outros alcaloides minoritários com possíveis atividades ainda maiores e a segunda é a tentativa de obtenção da cultura de células da planta para uma produção maior deste alcaloide, já que a planta o produz em pequena quantidade, insuficiente ainda para passar às etapas in vivo. " Deu muito trabalho realizar o isolamento e a identificação estrutural do alcaloide, mas foi muito bom poder encontrar uma substância com esse potencial" , avaliou a pesquisadora.

Fonte: Isaude.net
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