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publicado em 28/02/2013 às 19h00:00
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Pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá, descobriram uma nova causa de rejeição de órgãos em alguns pacientes de transplante renal.

A equipe identificou uma nova classe de anticorpos, anti-LG3, que, quando ativado causa episódios de rejeição graves associados com uma elevada taxa de perda de órgãos.

A descoberta, que promete melhorar a vida de receptores de órgãos, foi publicada na revista American Journal of Transplantation.

A rejeição é um dos principais obstáculos para a transplantação de órgãos. A maior parte ocorre quando o sistema imunitário do receptor reconhece o órgão transplantado como um corpo estranho que tem de ser eliminado. No entanto, mesmo quando há uma correspondência imunológica boa entre doador-receptor, o sistema imunológico do receptor pode atacar a vasos sanguíneos do órgão transplantado. Chamado rejeição vascular aguda, este fenômeno leva muitas vezes a uma alta taxa de perda do enxerto.

A equipe de pesquisa liderada por Marie-Josée Héber identificou, agora, anti-LG3, anticorpo que alguns pacientes produzem para atacar LG3, proteína que desempenha um papel importante na reparação e regeneração vascular. "Nestes pacientes, a secreção de LG3 pelo rim novo estimula a atividade destes anticorpos que atacam e lesam os vasos sanguíneos do órgão transplantado. O efeito é que o processo de cicatrização normal do órgão transplantado é prejudicado, se não interrompido, levando a insuficiência renal e até mesmo a perda do órgão", explica Hébert.

Ao identificar a presença elevada de anticorpos anti-LG3 em pacientes antes do transplante, os pesquisadores serão capazes de prever o desenvolvimento de episódios de rejeição graves. "Estes resultados são muito emocionantes e sugerem que novas terapias destinadas a eliminar anticorpos LG3 antes do transplante poderiam reduzir a rejeição de órgãos ou limitar a gravidade", afirma a pesquisadora.

Dado que LG3 está presente em todos os vasos sanguíneos e, assim, em todos os órgãos transplantados, a equipe acredita que os resultados poderiam também explicar a rejeição de outros tipos de órgãos transplantados, tais como o coração, pulmão e pâncreas.

Fonte: Isaude.net
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