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publicado em 25/02/2013 às 20h27:00
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A cada mil pés de tomate, gasta-se R$ 300 com a compra de defensivos agrícolas
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A cada mil pés de tomate, gasta-se R$ 300 com a compra de defensivos agrícolas

Em quatro meses, o novo modelo de monitoramento climático, da Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro), reduziu em 42% o uso de agrotóxicos em lavouras de tomate na Região Serrana, informou hoje (25) o presidente do órgão, Sílvio Galvão.

Os equipamentos coletam informações sobre a quantidade de chuva, umidade relativa do ar e o tempo médio em que a vegetação permanece com água na superfície. A cada 15 minutos, os dados são processados e colocados à disposição dos agricultores na internet, explicou Galvão.

"O projeto é pioneiro no Brasil. Embora em outros países existam estações de transmissão, a ideia do equipamento de monitoramento em lavouras é única. A nossa função, como empresa de pesquisa, é beneficiar a população, propor o consumo de alimentos mais saudáveis, visto que o produtor pelo sistema de monitoramento, aplica a dosagem necessária de agrotóxicos na plantação de tomate. No momento, o foco é o tomate, mas para 2014 devemos ir para a cultura do feijão, couve-flor, algodão e café", adiantou o engenheiro agrônomo. O tomate é uma das culturas em que mais se usa agrotóxicos.

O Brasil é um dos maiores compradores de agrotóxicos do mundo e as intoxicações por essas substâncias estão aumentando entre trabalhadores rurais

Segundo Galvão, a queda de 42% no uso de agrotóxicos também reduz o custo do produtor por safra, além de diminuir a contaminação no meio ambiente e os resíduos do produto no fruto. A cada mil pés de tomate, gasta-se R$ 300 com a compra de defensivos agrícolas e 4.800 litros de água limpa no plantio.

Nesta fase inicial, o projeto tem dez estações, com capacidade de monitorar e interpretar dados em um raio de cinco quilômetros cada uma. A partir de abril, mais dez deverão entrar em funcionamento em propriedades nos municípios de Paty do Alferes, Vassouras e Duas Barras, no sul fluminense. O custo do projeto ainda é considerado alto, por volta de R$ 24 mil anuais para análise dos dados, equipamento, profissional, além de R$ 2 mil para manutenção.

" No momento, o interesse é nas associações de agricultores, em busca do barateamento do modelo. A nossa meta é chegar ao segundo semestre com 50 estações [meteorológicas]. O trabalho do técnico agrícola ou do engenheiro agrônomo será preservado e o do equipamento, apenas para melhorar o trabalho no campo", explicou Silvio Galvão.

Atualmente, o Brasil é um dos maiores compradores de agrotóxicos do mundo e as intoxicações por essas substâncias estão aumentando entre os trabalhadores rurais, concluiu Galvão.

Fonte: AGÊNCIA BRASIL
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