Ciência e Tecnologia
publicado em 23/02/2013 às 16h45:00
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Foto: Alan Cooper
Arcada dentária de mulher romana datada do final da Idade do Ferro mostra grande depósito de cálculo dental. Material foi analisado em Cambridge, no Reino Unido.
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Arcada dentária de mulher romana datada do final da Idade do Ferro mostra grande depósito de cálculo dental. Material foi analisado em Cambridge, no Reino Unido.

Estudo publicado na revista Nature Genetics, esta semana, comprova que, após 7500 anos de evolução, o ser humano tem uma menor diversidade de bactérias na boca. A descoberta aponta o número reduzido de bactérias como a causa do aparecimento de doenças orais crônicas no período pós-industrial.

No estudo, foi analisado o DNA de bactérias calcificadas no tártaro preservado de 34 esqueletos pré-históricos encontrados no norte da Europa. Segundo os investigadores, foi possível avaliar o efeito que a evolução da dieta teve na flora microbiana oral.

A partir destas bactérias foi possível traçar uma linha do tempo com as transformações observadas desde que o ser humano passou de caçador a agricultor da Idade do Bronze e os tempos medievais e, mais tarde, com o processamento dos alimentos, a partir da revolução industrial.

A equipe internacional liderada por pesquisadores do Australian Centre for Ancient DNA (ACAD), da Universidade de Adelaide, teve a participação de pesquisadores do Departamento de Arqueologia da Universidade de Aberdeen (Escócia) e do Wellcome Trust Sanger Institute, em Cambridge (Reino Unido).

"Este é o primeiro registro de como a nossa evolução ao longo dos últimos 7500 anos tem impactado as bactérias que carregamos conosco e as consequências importantes para a saúde", diz o líder do estudo, o professor Alan Cooper, diretor do ACAD.

"A composição de bactérias orais mudou consideravelmente com a introdução da agricultura e, novamente, cerca de 150 anos atrás. Nesta época, com a introdução do açúcar processado e farinha na Revolução Industrial, podemos ver uma drástica diminuição na diversidade de nossas bactérias orais, permitindo a dominação por cepas de causadores de cáries. A boca moderna vive em um estado de doença permanente ".

A placa dentária representa a única fonte facilmente acessível bactérias preservadas em humanos", afirma a pesquisadora Christina Adler. "A análise genética da placa pode criar um registro novo e poderoso dos impactos dietéticos, mudanças de saúde e evolução genômica orais."

Os estudos, agora, estão sendo expandidos através do tempo e, em todo o mundo, incluindo outras espécies, como os neandertais.

Veja o artigo completo (em inglês)

Fonte: Isaude.net
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