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publicado em 23/02/2013 às 15h12:00
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Foto: Health UK
Doses experimentais utilizaram o veneno total da abelha.
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Doses experimentais utilizaram o veneno total da abelha.

O efeito do veneno em pessoas picadas por abelhas poderá ser atenuado através de uma formulação desenvolvida por pesquisadores do Instituto Butantan, em parceria com cientistas do exterior. O antídoto reduz mais rapidamente a ação do veneno em pessoas alérgicas e possui lipossomas em sua fórmula, elaborados a partir de lipídeos naturais e funcionaria como uma vacina.

O tratamento chamado de imunoterapia com a aplicação dos lipossomas, permite a concentração do veneno em seu interior, acelerando o tratamento e diminuindo a dose necessária para se atingir o mesmo objetivo, que é eliminar ou diminuir, neste caso, a sensibilidade ao veneno, ajudando a evitar os sintomas severos e até morte por choque anafilático.

Segundo a professora Maria Helena Helena Bueno da Costa, doutora pelo Instituto de Química (IQ) da USP, os testes feitos com animais mostraram bons resultados e o próximo passo será desenvolver experimentos em humanos. " Trata-se de uma iniciativa inédita no mundo, do que pode vir a ser uma imunoterapia e o processo já foi devidamente patenteado" , informa.

A pesquisadora lembra que os tratamentos convencionais em casos de picadas de abelhas que atingem pessoas alérgicas podem levar entre 4 e 5 anos e além de doloroso, o índice de rejeição é alto entre os pacientes, envolvendo o uso de antialérgicos, adrenalina e cortisona.

Os lipossomas serão responsáveis pelo transporte da formulação no corpo humano, tornando mais rápido e eficiente o tratamento. Para desenvolver as doses experimentais, os pesquisadores utilizaram o veneno total da abelha.

Fosfolipase e melitina

Os principais componentes do veneno das abelhas são a fosfolipase, presente em 12%, e a melitina, que representa 50% da composição. O veneno total foi encapsulado (incluídos dentro do lipossoma) em membranas artificiais produzidas em laboratório, os chamados lipossomas, que são nanocápsulas que podem concentrar grande quantidade de veneno no seu interior, descreve a cientista.

" O veneno foi modificado quimicamente para não causar danos nas membranas do lipossoma" , diz Maria Helena, lembrando que os próprios lipossomas também passam por modificação na composição. Um excesso de inibidor de fosfolipase e de melitina foi adicionado ao filme lipídico usado para a produção dos lipossomas, garantindo, portanto, a sua estabilidade.

Nos testes em laboratórios, os cientistas realizaram tratamentos em dois grupos de animais que receberam doses do veneno por um período de 120 dias. Após este período, o grupo submetido à formulação com as nanocápsulas nada sofreu, na simulação de picada por uma abelha, enquanto o outro apresentou os sintomas de alergia severa e de choque anafilático.

Com informações da USP

Fonte: Isaude.net
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