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publicado em 22/02/2013 às 10h33:00
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Dra. Catalina Bazacliu, da Georgia Regents University, envolvida no estudo
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Dra. Catalina Bazacliu, da Georgia Regents University, envolvida no estudo

Recém-nascidos que passam por situações de estresse cedo na vida, como uma doença, estão em mais risco de doenças cardíacas. É o que revelam pesquisadores do Medical College of Georgia at Georgia Regents University, nos EUA.

A pesquisa sugere que o estresse precoce afeta a capacidade de relaxar e reabastecer o corpo com sangue rico em oxigênio.

"Filhotes de ratos separados de suas mães algumas horas por dia experimentaram uma diminuição significativa na função cardíaca básica quando, como acontece na vida real, um estressor extra foi adicionado para aumentar a pressão arterial", observa a pesquisadora Catalina Bazacliu.

O relaxamento e a taxa de enchimento se manteve baixa no modelo de separação, embora a queda tenha se estabilizado nas idades de dois e seis meses, quando os ratos se aproximavam da meia idade.

É interessante notar que a força com a qual o coração ejeta o sangue permaneceu inalterada com o estressor adicional, a angiotensina II, um potente constritor dos vasos sanguíneos. O ecocardiograma foi usado para avaliar a função do coração.

"Acreditamos que estes bebês podem ter um risco aumentado para doença cardiovascular e estamos trabalhando para entender exatamente o que os coloca em risco", afirma Bazacliu.

A coautora Analia S. Loria mostrou que a pressão arterial de ratos maternalmente separados sobe mais em resposta à angiotensina II e suas taxas cardíacas também aumentam. Normalmente, um mecanismo compensatório impulsiona a frequência cardíaca para baixo um pouco quando a pressão arterial sobe.

Estudos anteriores mostraram alterações persistentes nos vasos sanguíneos no modelo de estresse precoce, incluindo aumento na contração e relaxamento quando expostos a situações estressantes semelhantes.

Estudos longitudinais em humanos têm mostrado implicações de longo prazo cardiovasculares, como bebês nascidos de mães durante a fome holandesa da II Guerra Mundial, que crescem em maior risco de doença cardiovascular, assim como diabetes e obesidade.

O interesse de Bazacliu no estresse precoce cresceu a partir da realidade que, embora, obviamente, com a intenção de salvar recém-nascidos prematuros criticamente doentes, a internação em unidades de terapia intensiva neonatais (UTIN) podem estressando ainda mais esses bebês. "Todos os procedimentos que devemos fazer, a separação da mãe, o ambiente, mesmo que os bebês precisam da ajuda, representam um estresse", conclui.

Fonte: Isaude.net
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