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publicado em 15/02/2013 às 13h00:00
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Foto: IFSC
Nanopartículas poliméricas de eugenol, óleo extraído do cravo-da-índia (a direita)
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Nanopartículas poliméricas de eugenol, óleo extraído do cravo-da-índia (a direita)

Estudo realizado pela farmacêutica Amanda Luizetto dos Santos, no Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, desenvolveu nanopartículas feitas de material polimérico e lipídico, que funcionam como sistema de liberação de princípios ativos de cosméticos (óleos essenciais, por exemplo) e ampliam a validade e dispensam o uso de conservantes nesses produtos.

Essas nanopartículas podem ser empregadas, futuramente, no setor farmacêutico, para conservar e ampliar validade de medicamentos.

As nanopartículas, embora mais finas que um fio de cabelo, protegem o material envolvido e mantém suas propriedades intactas, diminuindo, assim, os riscos de degradação e perda de eficiência dos produtos causada pela exposição ao sol e ao calor.

Em sua pesquisa Amanda fez comparações entre o óleo nanoencapsulado e o livre (sem qualquer revestimento que o conserve) e concluiu que o óleo na sua forma livre não é incorporado em formulações cosméticas, já quando nanoencapsulado é utilizado em concentrações elevadas, de aproximadamente 30%. Nesse mesmo sistema, o uso de conservantes é dispensado, já que os óleos essenciais têm propriedade antimicrobiana, diminuindo o custo da formulação.

Com a técnica de " hidrodestilação" , os pesquisadores utilizaram apenas água para extrair o óleo de diversas plantas, como cravo, pimenta-rosa, gengibre e manjericão. Dessa forma, tal processo de extração, 100% natural, diminui ou anula reações alérgicas ou contaminação da pele. " Estudamos óleos de diversas plantas, pois cada um deles possui propriedades biológicas diferentes" , explica a pesquisadora.

Sobre a possibilidade do uso farmacêutico dos óleos, Amanda destaca que propriedades anestésicas e antifúngicas do cravo já são utilizadas há muito tempo na medicina, assim como algumas pesquisas apontam que a pimenta-rosa incita a produção de dopamina (neurotransmissor que atua no cérebro promovendo a sensação de prazer e motivação) no organismo e seu uso pode ter efeitos terapêuticos. " Já realizamos alguns testes farmacêuticos em animais e chegamos a resultados promissores" .

De acordo com Amanda, o tempo de extração do óleo é demorado, o que torna seu custo elevado. No entanto, pelo fato de, nos últimos anos, diversos usuários terem dado preferência aos produtos naturais, esse é um mercado em ascensão e de futuro promissor.

Com informações da USP

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Nanopartículas    Polimérico    Lipídico    USP    Amanda Luizetto dos Santos    Cosméticos    Conservantes    Validade    Medicamentos   
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