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publicado em 14/02/2013 às 09h30:00
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Foto: Duke University
Miguel Nicolelis, envolvido no estudo
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Miguel Nicolelis, envolvido no estudo

Ratos equipados com um detector de luz infravermelha conectado à região do cérebro responsável pela percepção do tato conseguiram "enxergar" a luz invisível, de acordo com pesquisadores da Duke University, nos EUA.

O trabalho é uma demonstração de que as áreas do cérebro ligadas aos sentidos não têm uma divisão absoluta e mostra que uma área pode "substituir" a outra caso haja lesão.

A pesquisa foi publicada na revista Nature Communications.

Os roedores foram colocados em um espaço circular onde havia três aberturas. Eles foram treinados para buscar a abertura acima da qual uma luz comum se acendia.

A luz foi, então, sendo substituída pelo infravermelho. Tempos depois, os animais equipados com o detector de infravermelho conectado ao cérebro começaram a perceber, mesmo sem ver, que o infravermelho estava acionado e colocavam o focinho na abertura correspondente, onde tomavam um gole de água.

O objetivo era aumentar a percepção sensorial dos animais. "Fizemos a luz invisível ser percebida como tato. Eles 'tocaram' a luz, sentiram sua presença sem estímulo na retina", afirma o pesquisador brasileiro Miguel Nicolelis.

O estudo tem como missão futura a criação de próteses para pessoas que perderam audição ou visão devido a um câncer ou epilepsia, por exemplo.

Em vez de tentar restaurar a função perdida, a equipe acredita que seria possível aumentar a capacidade neurológica em outra região.

Outra possibilidade, segundo os pesquisadores, é associar o receptor de infravermelho a aparelhos de estimulação magnética transcraniana para o tratamento da depressão.

A equipe conclui que as próteses sensoriais corticais, além de restaurar funções neurológicas normais, podem servir para expandir as capacidades perceptivas naturais em mamíferos.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Neuroprótese    Sexto sentido    Luz infravermelha    Próteses    Duke University    Miguel Nicolelis   
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