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publicado em 08/02/2013 às 10h03:00
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Pesquisa usou células-tronco para tentar reparar a mielina e restaurar a função dos nervos em pacientes com esclerose múltipla
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Pesquisa usou células-tronco para tentar reparar a mielina e restaurar a função dos nervos em pacientes com esclerose múltipla

Pesquisadores do University of Rochester Medical Center, nos EUA, descobriram que pode ser possível utilizar a pele do próprio paciente para reparar os danos causados pela esclerose múltipla (EM) no cérebro.

O estudo é a primeira tentativa bem sucedida para empregar células estaminais pluripotentes induzidas (hiPSC) retiradas da pele para produzir uma população de células que são críticas para a sinalização dos neurônios no cérebro.

A pesquisa foi publicada na revista Cell Stem Cell.

Assim como fios elétricos, os nervos tem isolamento, mas em vez de plástico, o corpo utiliza uma proteína chamada mielina.

Em pessoas com a doença, os nervos têm que lutar para se comunicar, já que o seu revestimento isolante é atacado pelo sistema imunológico, deixando os nervos expostos e causando fadiga e perda do movimento.

Agora, a equipe liderada por Steven Goldman utilizou células-tronco para tentar reparar a mielina e restaurar a função dos nervos em pacientes com esclerose múltipla.

Eles retiraram uma amostra de células da pele humana e a converte em células estaminais, que são capazes de se tornarem qualquer outro tipo de células no corpo. O passo seguinte foi transformar as células estaminais em versões imaturas de células do cérebro que produzem mielina.

Quando essas células foram injetadas em ratos que nasceram sem qualquer mielina , elas tiveram um efeito significativo, segundo os pesquisadores.

Os resultados mostraram que as células-tronco induziram a produção de mielina por todo o sistema nervoso.

Os animais foram também isentos de quaisquer tumores, um efeito secundário perigoso potencial de algumas terapias com células estaminais, e sobreviveram muito mais tempo do que os ratos não tratados.

"A nova população de oligodendrócitos (que produzem a mielina) era densa, abundante e completa. De facto, o processo de re-mielinização pareceu mais rápido e eficiente do que com outras fontes de células", afirma Goldman.

A equipe ressalta que a pesquisa ainda está em uma fase muito precoce, mas com mais desenvolvimento pode um dia ser usada para reparar dano à mielina em pessoas com esclerose múltipla.

Fonte: Isaude.net
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