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publicado em 06/02/2013 às 18h07:00
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A avaliação da condição cardíaca em portadores de esclerose sistêmica é decisiva na seleção dos pacientes que podem ser beneficiados pelo transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH). A conclusão é do estudo realizado no do Centro de Terapia Celular do Hemocentro de Ribeirão Preto, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, onde foi constatado que os pacientes transplantados que tinham comprometimento cardíaco grave apresentaram pior quadro pós-operatório, o que afeta os resultados do TCTH.

O Por meio de análise retrospectiva de 90 pacientes com esclerose sistêmica difusa ou limitada e doença intersticial pulmonar, concluiu-se que pacientes portadores de esclerose sistêmica, mas com comprometimento cardíaco grave, apresentam mau desempenho pós-transplante, o que os torna inelegíveis a esta terapêutica. Observou-que a sobrevida nos transplantados foi de 78% em cinco anos (depois de oito mortes relacionadas a recaídas) e a sobrevida livre de recidiva foi de 70% em cinco anos.

A pesquisa sugere que para alcançar os melhores resultados com o TCTH em portadores de esclerose sistêmica é necessário realizar uma série de exames, que devem incorporar ecocardiograma, cateterismo cardíaco e ressonância magnética cardíaca. "Estas avaliações, apesar de serem dispendiosas, demoradas e, no caso do cateterismo, invasivas, evitam a inclusão de pacientes graves demais", ressalta Maria Carolina Oliveira, uma das coordenadoras da pesquisa. "É possível ainda que todo este esse conjunto de avaliações seja exagerado, mas só novas pesquisas poderão fornecer esta resposta", diz.

Os pesquisadores verificaram que as avaliações são uma precaução a ser considerada pela comunidade científica mundial como forma de reduzir a toxicidade do transplante, pois comprova a importância da avaliação na prática, por conta do grande número de pacientes envolvidos.

O trabalho propõe novas diretrizes que poderão servir de modelo para a triagem de pacientes pré-TCTH e é descrito em artigo na edição online da revista médica The Lancet, editada na Inglaterra, Estados Unidos e China.

Fonte: Isaude.net
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