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publicado em 05/02/2013 às 16h30:00
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Foto: Walter and Eliza Hall Institute
Da esquerda para direita, Dr. Victor Peperzak, Dr. Ingela Vikstrom e Professor David Tarlinton
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Da esquerda para direita, Dr. Victor Peperzak, Dr. Ingela Vikstrom e Professor David Tarlinton

Equipe de cientistas da Austrália identificou o gene essencial para a sobrevivência das células produtoras de anticorpos. A descoberta pode levar a melhores tratamentos para doenças em que estas células estão fora de controle, tais como o mieloma e doenças imunológicas crônicas.

A descoberta do gene Mcl-1 foi realizada por pesquisadores do Walter e Eliza Hall Institute, liderados pelo professor David Tarlinton.

O estudo foi publicado na revista Nature Immunology.

Células produtoras de anticorpos, também conhecidas como células plasmáticas, vivem na medula óssea e produzem anticorpos que fornecem proteção a longo prazo contra vírus e bactérias. "As células plasmáticas são produzidas após a vacinação ou infecção e são responsáveis pela "memória imunológica" que podem persistir em humanos por 70 ou 80 anos. Neste estudo, verificou-se que as células plasmáticas dependem criticamente de Mcl-1 para sua sobrevivência e, sem ele, elas morrem dentro de dois dias", explica Tarlinton.

Segundo os pesquisadores, algo interessante que eles descobriram foi que, como as células do plasma rapidamente destroem MCL-1, elas precisam enviar sinais externos contínuos para induzir a produção de mais proteína Mcl-1. "Isso mantém as células plasmáticas sob controle rigoroso, com Mcl-1 atuando como um temporizador que constantemente faz a contagem regressiva e, se não for reestabelecido, instrui a célula a morrer", observa o pesquisador Victor Peperzak.

As células plasmáticas são vitais para a resposta imune, mas podem ser perigosas se não forem devidamente controladas. "Quando as células plasmáticas estão fora de controle, elas continuam a produzir anticorpos que podem ser muito prejudiciais. Isto acontece em condições tais como o mieloma, câncer das células do plasma, e várias formas de autoimunidade, como lúpus e artrite reumatoide, em que há níveis excessivos de anticorpos", afirma Tarlinton.

A equipe acredita que a descoberta possa ser usada para desenvolver novos tratamentos para essas condições que envolvem o sistema imune. "Mieloma em particular, tem um prognóstico muito pobre, e é geralmente considerado incurável. Agora que sabemos que Mcl-1 é um gene essencial necessário para manter células plasmáticas vivas, podemos identificar todas as moléculas críticas e sinais necessários para ligar Mcl-1 e manter as células vivas", conclui o pesquisador.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Mieloma    Lúpus    Artrite reumatoide    Células imunes    Gene Mcl-1    Walter e Eliza Hall Institute    David Tarlinton   
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