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publicado em 31/01/2013 às 11h53:00
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Crianças e adolescentes obesas têm mais risco de desenvolver esclerose múltipla (EM) em comparação com aquelas com peso normal, de acordo com pesquisadores do Kaiser Permanente of Southern California, nos EUA.

O estudo sugere que a relação é maior entre as meninas, mas não prova que o excesso de peso na infância causa esclerose, doença neurológica em que a camada protetora ao redor das fibras nervosas quebra, diminuindo os sinais que viajam entre o cérebro e o corpo.

"Ao longo dos últimos 30 anos, a obesidade infantil triplicou. Em nosso estudo, o risco de esclerose pediátrica foi maior entre adolescentes moderadamente e extremamente obesos, sugerindo que a taxa de casos pediátricos da doença é susceptível de aumentar, conforme a epidemia de obesidade infantil continua a crescer", afirma a autora do estudo, Annette Langer-Gould.

Langer-Gould e seus colegas identificaram 75 crianças e adolescentes diagnosticados com esclerose múltipla pediátrica entre as idades de 2 e 18 anos. Eles documentaram o IMC antes do aparecimento dos sintomas. As crianças com a doença foram comparadas com 913.097 crianças que não têm esclerose.

Todos os participantes foram agrupados em categorias de peso de peso normal, sobrepeso, obesidade moderada e obesidade extrema. Um total de 50,6% das crianças com esclerose estava com sobrepeso ou obeso, comparado a 36,6% das crianças sem a doença.

Os resultados mostraram que o risco de desenvolver esclerose era mais do que uma vez e meia maior para as meninas com excesso de peso do que as meninas que não estavam acima do peso, cerca de 1,8 vezes maior em meninas moderadamente obesas em comparação com meninas de peso normal e quase quatro vezes maior entre as meninas extremamente obesas. A mesma associação não foi encontrada em meninos.

"Mesmo que a esclerose pediátrica continue a ser rara, nosso estudo sugere que os pais ou responsáveis de adolescentes obesos devem prestar atenção a sintomas como formigamento e dormência ou fraqueza nos membros, e levar as crianças a consultas médicas", conclui Langer-Gould.

Fonte: Isaude.net
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