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publicado em 30/01/2013 às 19h38:00
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Foto: Instituto Fernandes Figueira/Fiocruz
Instituto Fernandes Figueira, vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz), na Zona Sul do Rio de Janeiro
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Instituto Fernandes Figueira, vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz), na Zona Sul do Rio de Janeiro

O Instituto Fernandes Figueira (IFF), da Fundação Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz), inicia uma nova proposta de tratamento da Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF): a coagulação a laser por fetoscopia das anastomoses vasculares. A fetoscopia se caracteriza por ser uma intervenção pouco invasiva sobre a gravidez, usualmente associada a ultrassonografia.

Durante o procedimento, que tem duração média de meia hora, é efetuada a identificação (via fetoscopia) dos vasos sanguíneos que são responsáveis pela síndrome e promovida a coagulação dos mesmos, impedindo o maior desequilíbrio na circulação de ambos os fetos. " A ablação a laser das anastomoses vasculares evita que um dos fetos (chamado de receptor) receba sangue desviado do outro feto (doador). Para se ter uma ideia da gravidade dessa condição, caso nenhum tratamento seja realizado, a taxa de mortalidade pode chegar a 85% em ambos os fetos" , alerta o especialista do Departamento de Medicina Fetal do IFF, Paulo Nassar.

"Esse procedimento veio para complementar os trabalhos já prestados, de forma que seja ampliada a assistência nas complicações fetais, principalmente, as gemelares" , esclarece Renato Sá, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), que juntamente com outro professor, Eduardo Fonseca, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), são responsáveis pelo projeto no IFF.

Entenda a doença

A Síndrome de Transfusão Feto-Fetal é rara e está presente em gestações gemelares monocoriônicas/diamnióticas, que têm uma única placenta para nutrir dois fetos em bolsas amnióticas distintas. Segundo Paulo Nassar, a chance de sobrevida de ambos os bebês pode chegar a 65% se o diagnóstico for precoce e o tratamento realizado no início da doença.

Além da STFF, a fetoscopia também é indicada para outras complicações da gravidez gemelar e de um único feto, como patologias urinárias, malformações pulmonares, entre outras. " Nesse primeiro momento, o instituto vai trabalhar apenas com o tratamento da STFF, embasado em estudos que demonstram que a fetoscopia é a ação mais indicada no tratamento da Síndrome de Transfusão Feto Fetal" , explica o chefe da Obstetrícia do IFF, Fernando Maia. O médico ressalta que há previsão de ampliação do método, " Estamos empenhados no futuro em expandir essa assistência para outros casos de gravidez de risco, tendo em vista, o vasto potencial de utilidade do procedimento" , conclui o profissional.

O Ambulatório de Medicina Fetal faz exames de confirmação diagnóstica de malformações fetais e de acompanhamento deste quadro.

Fonte: AGÊNCIA SAÚDE
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