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publicado em 28/01/2013 às 11h00:00
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Estresse reduz eficácia de medicamentos contra o câncer de próstata

Testes com ratos mostram que estresse não é apenas efeito colateral do diagnóstico, mas também pode acelerar progressão da doença

 
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Foto: Wavebreakmedia/Stock Photo
Estresse pode ajudar na evolução do câncer de próstata
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Estresse pode ajudar na evolução do câncer de próstata

Pesquisadores do Wake Forest Baptist Medical Center, nos EUA, demonstraram que o estresse não é apenas um efeito colateral emocional do diagnóstico, mas também pode reduzir a eficácia de medicamentos contra o câncer de próstata e acelerar o desenvolvimento da doença.

A equipe, liderada por George Kulik, testou os efeitos do estresse comportamental em dois modelos de ratos diferentes de câncer de próstata.

Um modelo era composto por ratos que receberam células cancerígenas da próstata humana e que foram tratados com um remédio que está atualmente em ensaios clínicos para o tratamento do câncer de próstata. Quando os ratos foram mantidos calmos e livres de tensão, a droga destruiu as células do câncer de próstata e inibiu o crescimento do tumor. No entanto, quando os ratinhos estavam estressados, as células cancerosas não morreram e a droga não inibiu o crescimento do tumor.

No segundo modelo, a equipe usou ratos geneticamente modificados para desenvolver câncer de próstata. Quando estes ratos foram repetidamente submetidos a estresse, o tamanho dos tumores de próstata aumentou. Quando os ratos foram tratados com bicalutamida, droga correntemente utilizada para tratar a doença, os tumores da próstata diminuíram em tamanho. No entanto, se os ratos foram sujeitos a tensões repetidas, os tumores da próstata não responderam bem à droga.

Depois de analisar os dados, os pesquisadores identificaram a via de sinalização celular pela qual a adrenalina, hormônio do estresse, desencadeia a reação em cadeia que controla a morte celular.

No entanto, em ambos os modelos, quando os ratos receberam beta-bloqueadores, o estresse não promoveu o crescimento do tumor de próstata. "Fornecer beta-bloqueadores para pacientes com câncer de próstata que têm um aumento dos níveis de adrenalina pode melhorar a eficácia das terapias anticâncer. Nossas descobertas podem ser usadas para identificar pacientes com câncer de próstata que serão beneficiados com a redução do estresse ou da inibição farmacológica do estresse e estafa", afirma Kulik.

Os pesquisadores agora pretendem testar o mesmo mecanismo de sinalização que foi identificado em ratos para determinar se ele também funciona da mesma forma em próstatas humanas.

Fonte: Isaude.net
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