Saúde Pública
publicado em 22/01/2013 às 17h50:00
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Direcionada à população infantil, um estudo desenvolvido na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostrou que a utilização de história em quadrinhos pode ser útil na prevenção de distúrbios do sono em crianças. A técnica permite utilizar tratamentos menos invasivos e mais eficazes, principalmente em fase escolar, entre os 6 e 10 anos de idade. O objetivo é o desenvolvimento de uma ação direcionada à população infantil por meio de recursos didáticos que privilegiam a comunicação visual, em detrimento da alfabética, como ferramenta eficaz.

De acordo com a autora da pesquisa, a designer e doutora em ciências, Eleida Camargo, a história em quadrinhos permite o contato com a informação de forma coloquial e lúdica, havendo indicações de sua eficiência como recurso didático e instrucional" , comenta.

Algumas das implicações pediátricas dos distúrbios do sono podem ser de ordem cognitiva, comportamental e física, como déficit de crescimento, dificuldades de aprendizagem, distúrbios comportamentais e hipodesenvolvimento craniofacial, o que atrapalha não somente a saúde física da criança, mas também seu convívio social e educacional. " A visão do especialista é predominante nas ações de comunicação em saúde, sem levar em consideração as expectativas do público ao qual esta ação se destina" , explica a pesquisadora.

A análise sociodemográfica de 208 prontuários de pacientes atendidos no Ambulatório de Neurosono da Unifesp mostrou que o nível de escolaridade da amostra correspondia ao ensino fundamental e a renda familiar era de até três salários mínimos. Os diagnósticos prevalentes foram: Ronco (57,2%), síndrome da apneia obstrutiva do sono (44,2%) e Insônia (19,7%).

Com base nestes dados, foram elaboradas três histórias em quadrinhos sobre os distúrbios do sono, abordando temas que se revelaram prevalentes e/ou pouco conhecidos da população pesquisada, e aplicada uma pesquisa, antes e depois da leitura da história em quadrinhos, junto a 548 escolares provenientes das redes de ensino pública e privada para avaliar a eficácia de uma das histórias e o conhecimento prévio dos estudantes sobre o tema.

Após a leitura dos quadrinhos, foi observado que 61,4% das crianças passou a identificar o ronco como sintoma (aumento de 21,8%); 25,6% assinalou que " todo mundo ronca" e 19,0% que " não é educado" (diminuindo, respectivamente, 16,5% e 4,4%). " Constatou-se que houve diferença significante entre as respostas corretas, antes e depois da leitura, o que pode indicar a eficácia dessa ação de educação em saúde" , finaliza Eleida.

Com informações da Unifesp

Fonte: Isaude.net
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