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publicado em 16/01/2013 às 09h01:00
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Pesquisadores da Universidade do Texas, nos EUA, desenvolveram 61 novas linhagens de uma bactéria geneticamente modificadas que podem melhorar a eficácia de vacinas para doenças como a gripe, coqueluche, cólera e HPV.

As cepas de E. coli fazem parte de uma nova classe de "adjuvantes" biológicos, que está pronta para transformar a criação da vacina. Os adjuvantes são substâncias adicionadas às vacinas para estimular a resposta imune humana.

"Durante 70 anos, os únicos adjuvantes utilizados foram sais de alumínio. Eles funcionavam, mas não compreendemos por que razão, e havia limitações. Depois, quatro anos atrás, o primeiro adjuvante biológico foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA). Acredito que o que estamos fazendo é um passo adiante disso. Vai nos permitir projetar vacinas de uma forma muito mais intencional", afirma o pesquisador Stephen Trent.

Os adjuvantes foram descobertos nos anos iniciais da produção de vacina comercial, quando foi observado que os lotes de vacina que foram acidentalmente contaminados frequentemente pareceram ser mais eficazes do que as que eram puras.

"Eles são chamados de "pequeno segredo sujo da imunologia". Se os frascos estavam ' sujos' , eles provocaram melhor resposta imune", explica Trent.

O que os pesquisadores finalmente perceberam foi que eles poderiam intencionalmente acrescentar sua própria sujeira (adjuvante) à mistura. O principal ingrediente da vacina, que era uma versão morta ou inativa de uma determinada bactéria ou vírus ensina o sistema imunológico do corpo a reconhecê-lo e produzir anticorpos em resposta a ele.

O adjuvante amplifica essa resposta, disparando um alarme mais geral, que coloca mais agentes do sistema imunitário em circulação na corrente sanguínea, onde podem aprender a reconhecer o antígeno chave. O resultado é um sistema imunitário mais fortemente armado para combater o vírus ou bactéria no futuro.

Em 2009, o FDA aprovou uma nova vacina contra o papilomavírus humano (HPV) na qual é incluído um novo tipo de adjuvante que é uma versão modificada de uma molécula de endotoxina.

Estas moléculas, que podem ser perigosas, aparecem na superfície de células de uma ampla variedade de bactérias. Como resultado, os seres humanos evoluíram durante milhões de anos para detectar e responder a elas rapidamente. Eles acionam um alerta vermelho imediato.

"Em algumas de suas formas, a endotoxina pode matar. Mas o adjuvante, que é chamado MPL, é uma pequena peça, cuidadosamente modificada, por isso é capaz de desencadear a resposta imune sem exagero", explica Trent.

O que Trent e seus colegas fizeram foi expandir essa premissa básica. Em vez de trabalhar apenas com um pedaço inerte de endotoxina, eles modificaram a bactéria E. coli para expressar a endotoxina em várias configurações na superfície da célula.

"Cada uma dessas 61 cepas de E. coli tem um perfil diferente em sua superfície. Em todos os casos a estrutura da superfície da endotoxina é segura, mas vai interagir com o sistema imunitário de várias formas. De repente, temos um menu enorme de adjuvantes potenciais para testar com diferentes tipos de vacinas", afirma a autora do artigo Brittany Needham.

Uma forma pode funcionar melhor na vacina contra a cólera, outro com pertussis (tosse convulsiva) e outro com uma vacina contra o HIV futura. Trent, Needham e seus colegas devem ser capazes de ajustar os adjuvantes com precisão crescente conforme mais cepas de E. coli são projetadas e testadas.

Segundo Trent, uma vantagem adicional do seu sistema é que a E. coli pode ser manipulada para expressar antígenos virais e bacterianas chaves, juntamente com a endotoxina. "Isso torna possível a criação de uma vacina que fornece proteção contra patógenos múltiplos, ao mesmo tempo", conclui o pesquisador.

Fonte: Isaude.net
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