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publicado em 11/01/2013 às 17h30:00
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Amendoins são a causa mais frequente de reações alérgicas graves
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Amendoins são a causa mais frequente de reações alérgicas graves

Equipe de pesquisadores do National Jewish Health, nos EUA, demonstrou que a imunoterapia pode ser uma estratégia eficaz para reduzir a gravidade de reações alérgicas ao amendoim.

A pesquisa mostra que 70% dos participantes alérgicos a amendoim que consumiram doses diárias de proteína de amendoim apresentaram 10 vezes mais tolerância ao alimento.

A reação grave de um paciente, no entanto, destacou os cuidados que devem ser tomados para manter os pacientes seguros.

"A imunoterapia continua a mostrar promessa para o tratamento de alergias alimentares. Mas ainda não está pronto para uso generalizado, há uma linha tênue entre dessensibilizar pacientes e causar reações alérgicas graves nos pacientes. Nós ainda estamos trabalhando para descobrir onde está essa linha e como selecionar os pacientes que se beneficiariam mais", afirma o principal autor David Fleischer.

A imunoterapia tem sido utilizada há mais de um século para reduzir as reações alérgicas dos doentes, principalmente ao pólen. Os pacientes recebem quantidades gradualmente crescentes de proteína até se atingir um "nível de manutenção", que continua durante dois a cinco anos. O estudo atual fornece a imunoterapia através de gotas que contêm proteína de amendoim colocada sob a língua.

De alguma forma, esta pequena, mas repetida exposição muda a forma como o sistema imunológico "vê" a proteína, deixando de considera-la um invasor perigoso e passando a reconhecer o alimento como uma peça inofensiva do meio ambiente. Os cientistas não entendem exatamente como isso ocorre.

O estudo atual recrutou 40 adolescentes e adultos com reações alérgicas moderadas, mas não graves, a amendoins. Os pesquisadores dividiram os participantes em grupos que receberam ou proteína de amendoim ou um placebo.

Os participantes tomaram as gotas diariamente em casa, indo aos centros de tratamento para o aumento das doses. Os pacientes irão continuar a imunoterapia por cerca de três anos.

Após 44 semanas, 70% dos participantes que receberam imunoterapia aumentaram a quantidade média de proteína de amendoim que poderiam consumir com segurança de 3,5 miligramas para 496 miligramas. Após 68 semanaseles foram capazes de consumir, em média, 996 mg de proteína de amendoim. Esse nível de dessensibilização pode ajudar a proteger contra uma ingestão acidental.

"Estamos esperançosos de que a imunoterapia continuada vai ajudar mais pacientes a se tornarem menos sensíveis ao amendoim", afirma Fleischer.

Segundo os pesquisadores, este é um tratamento experimental, promissor, mas com efeitos colaterais potencialmente graves. "Alguns médicos estão tratando seus pacientes alérgicos a amendoim com imunoterapia fora de ensaios cuidadosamente controlados e observados. Eu não acho que a abordagem é segura até que entendamos melhor a quantidade de proteína que deve ser injetada, através de que método e a quais pacientes", conclui Fleischer.

Fonte: Isaude.net
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