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publicado em 10/01/2013 às 12h37:00
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Foto: Sinisa Botas/Stock Photo
Pesquisadores incorporaram estrutura química da proteína adesiva do mexilhão na concepção de um polímero sintético injetável
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Pesquisadores incorporaram estrutura química da proteína adesiva do mexilhão na concepção de um polímero sintético injetável

Cientistas da Penn State, nos EUA, demonstraram que a proteína que permite que os mexilhões grudem nas superfícies pode levar a um novo adesivo para melhorar a cicatrização de feridas e promover a cura mais eficiente do tecido após procedimentos cirúrgicos.

Nas últimas décadas, bioadesivos, selantes de tecidos e agentes hemostáticos tornaram-se os produtos preferidos para controlar o sangramento e promover a cicatrização do tecido após a cirurgia. No entanto, muitos deles têm efeitos secundários ou outros problemas, incluindo a incapacidade de ter um bom desempenho no tecido molhado.

"Para resolver este problema de saúde, nós olhamos para a natureza. Há criaturas do mar, como o mexilhão, que pode ficar em rochas e em navios no oceano. Eles podem se segurar com força, porque produz uma proteína adesiva muito poderosa. Olhamos para a estrutura química do produto deste tipo de proteína adesiva", afirma o pesquisador Jian Yang.

Yang e seus colegas utilizaram a informação biológica e desenvolveram uma família totalmente sintética de adesivos.

Eles incorporaram a estrutura química da proteína adesiva do mexilhão na concepção de um polímero sintético injetável. O bioadesivo, chamado iCMBAs, adere bem em ambientes úmidos, tem degradabilidade controlada, melhor biocompatibilidade e custos de produção mais baixos, colocando-os um passo acima dos produtos atuais, como a cola de fibrina e o cianoacrilato.

Os investigadores testaram iCMBAs em ratos, utilizando o adesivo para fechar três feridas durante dois minutos. Três outras feridas foram fechadas com suturas.

Os iCMBAs apresentaram 2,5 a 8 vezes mais aderência em condições molhadas em comparação com a cola de fibrina. Eles também cessaram o sangramento instantaneamente, facilitou a cicatrização de feridas, fechou feridas sem a utilização de suturas e ofereceu degradação controlável.

"Se quisermos que o material fique por uma semana, podemos controlar o polímero para se degradar em uma semana. Se quisermos que ele permaneça por mais de um mês, podemos controlar a síntese e fazer com que ele se degrade em um mês", afirma Yang.

Os iCMBAs também são não-tóxicos, e, porque são totalmente sintéticos, não são susceptíveis de provocar reações alérgicas.

Os pesquisadores agora estão trabalhando para melhorar a fórmula. "Nós ainda estamos otimizando nossa formulação. Estamos tentando fazer com que a força de adesão seja ainda mais forte para expandir seu uso para situações como ossos quebrados onde a adesão forte é muito importante", conclui Yang.

A pesquisa foi descrita na revista Biomaterials.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Adesivo sintético    Mexilhões    Cicatrização    Sangramento    Penn State    Jian Yang   
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