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publicado em 07/01/2013 às 09h15:00
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Um coquetel de três genes específicos pode reprogramar células das cicatrizes causadas por ataques cardíacos em células musculares funcionais, de acordo com pesquisadores do Weill Cornell Medical College, nos EUA.

A pesquisa, realizada com ratos, mostra ainda que a adição de um gene que estimula o crescimento de vasos sanguíneos aumenta o efeito sobre as células das cicatrizes.

"A ideia de reprogramar o tecido da cicatriz no coração em músculo cardíaco funcional foi emocionante. A teoria é que, se você tem um ataque cardíaco, o médico pode simplesmente injetar esses três genes no tecido da cicatriz durante a cirurgia e transformá-la de volta em células do músculo do coração. Entanto, nestes estudos com animais, descobrimos que este efeito é reforçado quando combinamos o gene VEGF", afirma o pesquisador Todd K. Rosengart.

Segundo o investigador Ronald G. Crystal, a equipe precisa, agora, ir mais longe para compreender a atividade destes genes e determinar se eles são eficazes em corações ainda maiores.

Durante um ataque do coração, o fornecimento de sangue é cortado para o órgão, o que resulta na morte do músculo cardíaco. Os danos deixam para trás cicatrizes e um coração muito enfraquecido. Eventualmente, a maioria das pessoas que teve ataques cardíacos graves irá desenvolver insuficiência cardíaca.

Alterando a cicatriz no músculo cardíaco poderia fortalecer o coração. Para fazer isso, durante a cirurgia, Rosengart e seus colegas transferiram três formas do gene do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) que aumenta o crescimento dos vasos sanguíneos ou um material inativo nos corações de ratos.

Três semanas mais tarde, os ratos receberam ou o coquetel com os genes Gata4, Mef 2c e Tbx5 (GMT) ou um material inativo.

Os genes GMT sozinhos reduziram a quantidade de tecido cicatricial pela metade em comparação com animais que não receberam os genes, e houve mais células do músculo cardíaco nos animais que foram tratados com o GMT. Os corações dos animais que receberam GMT sozinho também funcionaram melhor do que os daqueles que não receberam genes.

Os corações dos animais que receberam ambos GMT e as transferências de genes VEGF tinham uma fração de ejecção, ou porcentagem de sangue que é bombeado para fora do ventrículo, quatro vezes maior do que a dos animais que receberam apenas a transferência de GMT.

Rosengart enfatiza que mais trabalho precisa ser concluído para mostrar que o efeito do VEGF é real, mas afirma que a abordagem tem promessa real como parte de um novo tratamento para o infarto que iria minimizar danos ao coração.

Fonte: Isaude.net
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