O coordenador emergência do Médico Sem Fronteiras,(MSF), Narcisse Wega, alertou que a epidemia de sarampo que está se alastrando na província de Orientale, República Democrática do Congo, ocorre após um acentuado caso de malária entre as crianças, que também foi potencialmente mortal. O MSF continua realizando vacinação, mas devido à extensão da epidemia, a organização médico-humanitária iniciou uma corrida contra o tempo para oferecer cuidados médicos gratuitos e reduzir a mortalidade. Cerca de 13 mil pessoas foram tratadas e mais de 226 mil vacinadas desde outubro em diversas áreas afetadas pela doença.
A doença está se espalhando rapidamente pela província e afeta principalmente crianças menores de cinco anos. " Estamos enfrentando uma série contínua de epidemias que tem sobrecarregado o sistema de saúde. As autoridades de saúde estão lidando com falta de pessoal e frequentes rupturas de estoque de medicamentos, e não conseguem responder a essa epidemia sozinhas" , adverte ,advertiu Narcisse Wega.
Com cerca de 20 "áreas de saúde" afetadas pelo sarampo na província de Orientale, o MSF enfrenta enormes desafios - inicialmente logísticos - para atingir as comunidades mais isoladas e tornar o tratamento acessível o mais rápido possível. " Estamos mobilizando todos os recursos disponíveis para expandir nossas atividades nas áreas afetadas, mas tanto a província quanto as necessidades são enormes e é possível que em pouco tempo o limite da nossa capacidade seja atingido" , diz Dr. Wega. " Não podemos enfrentar essa epidemia de grande escala sozinhos."