Saúde Pública
publicado em 20/12/2012 às 14h16:00
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Com quase 500 casos e nove mortes, ES alerta para epidemia de coqueluche

 
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O Espírito Santo confirmou, nesta quinta-feira (20), 495 casos e nove mortes por coqueluche no estado. Os números estão acima da média dos últimos anos.

" Enquanto em 2011 foi registrado um óbito causado por coqueluche, nesse ano, até o momento, já são nove. Os casos passaram de 101 no ano passado para quase quinhentos até agora" , ressalta a coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), Gilsa Rodrigues.

Ao todo, 61 municípios do estado notificaram a doença, que se apresenta de modo mais grave nos mais novos - todas as nove mortes neste ano acometeram bebês menores de seis meses. " Os casos são mais graves em crianças, mas também devemos nos preocupar com os adultos. Neles, a evolução da doença é geralmente benigna, mas acabam transmitindo sem saber para os mais novos, que ainda não estão totalmente imunizados" , alerta Gilsa.

Durante alerta sobre a epidemia no estado, a secretaria chamou a atenção da população para sintomas como tosse seca persistente, surtos de tosse, vômitos pós-tosse e febre baixa. Crianças, jovens, adultos e idosos que apresentam um desses sintomas devem procurar imediatamente atendimento médico, informou o órgão nesta quinta-feira (20).

A coqueluche pode ser prevenida por meio de vacinação. " A vacinação completa confere uma imunidade de aproximadamente 80%, até os 15 anos de idade. Por isso, pessoas imunizadas podem apresentar a doença, porém com sintomas mais amenos, mas precisam procurar os serviços de saúde" , explica. Para ficar completamente protegido da doença, o paciente deve receber cinco doses até os seis anos de idade. A imunidade dura por 10 anos.

Transmissão

A coqueluche é causada por uma bactéria e altamente contagiosa. A transmissão se dá por meio de contato direto, tosse, espirro, eliminação de secreção ao falar ou ao tocar objetos. O período de contágio se estende de cinco dias após o contato com o doente até três semanas depois do início dos acessos de tosse. A orientação da Sesa é ficar atento à higienização das mãos e evitar ficar perto de pessoas com suspeita da doença.

" Os pais são os principais transmissores da doença para as crianças. Recomendamos que adultos com tosse persistente procurem o serviço de saúde. Como a coqueluche é de transmissão respiratória, os cuidados de higiene devem ser rigorosamente observados, como, lavar as mãos, limpeza de objetos contaminados com secreção nasal e cobrir o rosto ao tossir" , explica a coordenadora.

" A coqueluche é uma doença de notificação compulsória. Todo caso suspeito deve ser notificado imediatamente às vigilâncias municipais, que adotarão as medidas de controle, extremamente necessárias para interrupção da transmissão da doença" , completa.

Sintomas

Os sinais e sintomas da coqueluche são as tosses persistentes, que podem durar várias semanas. Entre uma inspiração e outra as pessoas podem ter vários acessos de tosse a ponto de deixar a pele, especialmente a boca, com coloração arroxeada (cianose) devido à falta de oxigênio. É muito comum também vômito após a tosse. Pode haver ainda presença de febre leve, coriza, mal estar geral.

A coqueluche apresenta um sintoma peculiar, que é uma tosse que ocorre de maneira súbita e incontrolável, que gera um barulho característico chamado de guincho inspiratório.

Quem apresentar esses sintomas deve procurar atendimento médico nas unidades de saúde municipais. O tratamento é rápido e simples, feito com o uso de antibiótico por até 14 dias. O diagnóstico é clínico, mas em alguns casos pode ser feito laboratorialmente.

Medidas

A Secretaria de Estado da Saúde informou que iniciou uma série de ações de alerta e capacitação. Foi oferecido treinamento aos municípios na realização do exame laboratorial (coleta de swab).

As vigilâncias epidemiológicas dos 78 municípios capixabas também foram contactadas para esclarecer sobre a coqueluche, encaminhando notas técnicas também para o Conselho Regional de Medicina (CRM) e Conselho Regional de Enfermagem (Coren), bem como para diversas sociedades médicas.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Coqueluche    Epidemia    Secretaria Estadual de Saúde    Sesa    Espírito Santo    Gilsa Rodrigues    Vacinação   
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