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publicado em 20/12/2012 às 12h00:00
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Foto: Divulgação/Hospital Samaritano
Auro del Giglio, coordenador do estudo, médico oncologista do Hospital Samaritano
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Auro del Giglio, coordenador do estudo, médico oncologista do Hospital Samaritano

Náuseas e queda de cabelo são alguns dos efeitos adversos mais temidos pelas mulheres quando passam por um tratamento de quimioterapia. Mas, além destes, o ganho de peso também merece atenção. Estudo coordenado pelo médico oncologista do Hospital Samaritano, Auro del Giglio, mostra que as mulheres ganham um quilo de peso por ciclo de quimioterapia.

Os ciclos são unidades de tratamento quimioterápico, administradas periodicamente por tempo determinado. Por exemplo, há drogas que são administradas a cada 28 dias, outras a cada 21 dias e podendo chegar a aplicações semanais. O tratamento completo pode variar entre quatro a cinco ciclos. Portanto, ao final, a mulher pode ganhar até cinco quilos.

Giglio afirma que a implantação de um tratamento humanizado com uma equipe multidisciplinar composta por enfermeiros, nutricionais, psicólogos e educadores físicos pode ajudar a amenizar esses efeitos adversos. Com uma orientação nutricional e aumento da atividade física, pode-se reduzir o ganho de peso em até um terço: de um quilo por ciclo para até 300 gramas.

" Essa situação é muito desagradável para a mulher. Hoje, já conseguimos controlar as náuseas, dispomos de perucas que imitam com perfeição o cabelo natural da mulher. Mas ainda temos o problema de ganho de peso para lidar. Por isso, a importância de um atendimento cada vez mais humanizado, que envolva diversos profissionais no tratamento. E é isso que estamos buscando aqui no Samaritano" , diz o especialista.

Causas do ganho de peso

Diversos estudos foram feitos para verificar a incidência de alterações no metabolismo dessas pacientes. Mulheres com câncer de mama têm tendência maior ao hipotireoidismo, isto é, a uma diminuição no funcionamento da tireoide, que pode favorecer o ganho de peso. " No nosso estudo, 16% das pacientes apresentavam aumento de TSH no sangue, sinal de que a glândula estava funcionando mais lentamente" .

Segundo Giglio, excluindo esses casos que são facilmente tratados com hormônio, é provável que as mulheres engordem porque passam a comer mais e reduzem a prática da atividade física. " Em especial, duas razões colaboram para isso: a medicação contra a náusea contém corticoide, substância que estimula o apetite; e a sensação de fadiga e fraqueza, que pode ocorrer durante o tratamento, colabora para diminuir a atividade física" , explica.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Humanização    Equipe multidisciplinar    Quimioterapia    Câncer    Hospital Samaritano    Auro del Giglio   
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