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publicado em 19/12/2012 às 15h10:00
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Foto: Marcelo Horn/SECOM RJ
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Alexandre Padilha, ministro da Saúde, na entrega do primeiro lote de medicamento Mesilato de Imatinibe, usado no tratamento de câncer Cerimônia de entrega do primeiro lote de medicamento Mesilato de Imatinibe
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Alexandre Padilha, ministro da Saúde, na entrega do primeiro lote de medicamento Mesilato de Imatinibe, usado no tratamento de câncer
Cerimônia de entrega do primeiro lote de medicamento Mesilato de Imatinibe

O Instituto Vital Brazil iniciou, nesta quarta-feira (19), a distribuição de 220 mil comprimidos de 400 mg de mesilato de imatinibe. A medicação foi encomendada pelo Ministério da Saúde para distribuição ao Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de janeiro de 2013. O medicamento é utilizado no tratamento da leucemia mieloide crônica e do tumor do estroma gastrointestinal. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, é o primeiro medicamento genérico para o câncer produzido no Brasil.

A produção do mesilato de imatinibe para toda a demanda do SUS será realizada pelo Instituto Vital Brazil e o Instituto de Tecnologia em Fármacos/Farmanguinhos, da Fiocruz.

" Essa produção compartilhada por dois laboratórios oficiais é uma forma de garantir que o resultado seja o melhor possível. As parcerias resultam, ainda, em benefício de redução de gastos ao SUS pela diminuição dos preços praticados, além de economia de divisas" , afirma Antônio Werneck, presidente do Instituto Vital Brazil.

Além dos laboratórios oficiais, a produção do medicamento é feita em parceria com os nacionais EMS, Laborvida, Cristália, Alfa Rio e Globe Química.

Em 2013, a previsão é que sejam entregues cerca de cinco milhões de comprimidos. Com a iniciativa, estima-se que a economia para o Sistema Único de Saúde chegue a R$ 337 milhões em cinco anos. Inicialmente, o medicamento será produzido nas apresentações de 400 e 100mg. A produção nacional do Mesilato de Imatinibe reduz o custo do comprimido do medicamento de R$ 20,6 para R$ 17,5 o de 100mg e de R$ 82,4 para R$ 70 a formulação de 400mg.

Há ainda um estudo baseado na demanda do Instituto Nacional do Câncer (INCA) para, futuramente, produzir comprimidos de 200mg, formulação que ainda não existe no mercado e que está em fase de desenvolvimento. A produção nacional do Mesilato de Imatinibe será suficiente para atender a toda a demanda do Sistema Único de Saúde - aproximadamente oito mil de pacientes hospitalizados.

As doenças

De acordo com a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, a leucemia mieloide crônica é uma doença adquirida (não hereditária) que envolve o DNA na medula óssea, portanto não está presente no momento do nascimento.

Os cientistas ainda não compreendem o que produz essa alteração no DNA de pacientes com esse tipo de leucemia. Essa alteração no DNA proporciona uma vantagem às células malignas em termos de crescimento e sobrevivência, isto é, devido à mudança no DNA, as células doentes passam a ter maior sobrevida que os glóbulos brancos normais, o que leva a um acúmulo das células malignas no sangue.

A frequência da doença aumenta com a idade. Nos 10 primeiros anos de vida, a doença aparece em um caso a cada 1 milhão de crianças. Em pessoas de até 50 anos, há um caso em cada 100 mil indivíduos. Já na população acima dos 80 anos, a frequência é de um caso em cada 10 mil idosos.

Segundo a Associação de Apoio aos portadores de tumor do estroma gastrointestinal, conhecido como GIST (da sigla em inglês), é um tumor raro do trato gastrointestinal (estômago e intestinos), responsável por apenas 4% do total de tumores nesses órgãos. É considerado um tumor maligno, mais comum no estômago e intestino delgado, mas que pode aparecer ao longo de todo o trato alimentar, do esôfago ao reto.

Apesar de considerado maligno, tem um comportamento em geral menos agressivo do que os tumores mais comuns de estômago. Apresenta crescimento lento e o índice de cura com os tratamentos atualmente disponíveis é bastante elevado, chega a 80%, se descoberto e tratado em tempo.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Mesilato de imatinibe    Medicamento oncológico    SUS    Sistema Único de Saúde    Vital Brazil   
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