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publicado em 18/12/2012 às 19h57:00
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Simoni Helena Avansini (sentada), autora da tese. Em pé da esquerda para direita, Danyella Barbosa Dogini, Íscia Cendes e Fábio Rossi Torres.
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Simoni Helena Avansini (sentada), autora da tese. Em pé da esquerda para direita, Danyella Barbosa Dogini, Íscia Cendes e Fábio Rossi Torres.

A pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Simoni Helena Avansini conseguiu identificar pequenas moléculas chaves para o desenvolvimento das malformações cerebrais ditas displasias corticais. Este tipo de malformação é causa frequente de epilepsia e, na maior parte das vezes, tem o diagnóstico feito apenas na juventude. O achado pode começar a desvendar as causas das displasias corticais e contribuir para sua melhor classificação.

Essas moléculas são os microRNAs batizados como miR-31, miR-34 e o let-7f, além do gene NEUROG2, que no estudo tiveram sua expressão alterada e explicam a presença de células aberrantes nessas displasias, em formato de " balão" .

Essa célula em balão, observa ela, é indiferenciada porque o seu crescimento foi interrompido na metade do processo, e o gene que deveria estar regulando a diferenciação não está se expressando bem e nem no tempo adequado.

" Acreditamos que, como o NEUROG2 está com os seus reguladores (os microRNAs, principalmente o miR-31) alterados, ele também está desregulado, fazendo com que a célula embrionária não se diferencie apropriadamente em neurônio e leve à formação dessa célula em balão" , compartilha Íscia Cendes, orientadora do estudo.

O problema é que, apesar de fazerem uso de medicação, os pacientes não chegam a um controle efetivo da doença e, para a maior parte dos que têm epilepsia causada pela displasia cortical, a alternativa para diminuir as crises é a cirurgia para retirar a região que oculta a malformação.

Ocorre que nem com essa medida " radical" é possível obter 100% de controle pelo fato de, às vezes, as malformações acontecerem em áreas cerebrais " eloquentes" . Nesse caso, não podem ser retiradas por completo, por exercerem uma função essencial e por serem muito extensas.

" O que pode ser retirado é o mínimo necessário para o controle das crises, porque falamos de tecido cortical cerebral, um tecido nobre que rege movimentos, sensações, fala, raciocínio e uma série de funções superiores" , esclarece Íscia.

" O ideal seria tirar o máximo possível da área alterada, entretanto isso poderia afetar essas funções motoras ou sensitivas do indivíduo. Então o cirurgião vive o insano dilema do que pode ser retirado de uma lesão, que está levando à epilepsia, e o que ele gostaria de retirar para debelar o problema" , diz.

Com informações da Unicamp

Fonte: Isaude.net
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