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publicado em 06/12/2012 às 17h00:00
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Foto: University of Iowa
Agulha da seringa usada em teste experimental microfluídico para expor as células cancerosas às forças dos fluidos
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Agulha da seringa usada em teste experimental microfluídico para expor as células cancerosas às forças dos fluidos

Cientistas da Universidade de Iowa, nos EUA, descobriram que as células do câncer são mais resistentes do que as células normais às forças fluídicas encontradas na corrente sanguínea. A pesquisa indica que a resistência à tensão do fluido pode proporcionar um biomarcador para melhorar a detecção e monitoramento de células circulantes de câncer no sangue.

A equipe acredita que a descoberta pode ajudar a melhorar a nova abordagem de diagnóstico, uma biópsia líquida, que detecta, mede e avalia a presença de células cancerosas no sangue.

Os resultados foram publicados na revista PLoS ONE.

As células cancerosas que circulam na corrente sanguínea podem formar metástases. Detectar estas células cancerosas que circulam em uma amostra de sangue é muito menos invasivo do que um padrão de biópsia de tumores, e pode ser útil para monitorar a progressão do câncer e detectar a recorrência.

Ao estudar o que acontece com as células cancerosas quando são submetidas a forças dos fluidos, como os encontrados na corrente sanguínea, os pesquisadores inesperadamente descobriram que as células cancerosas têm, na verdade, mais chances de sobreviver neste ambiente fluido turbulento do que nas células epiteliais normais.

Os pesquisadores sugerem que essa "resistência" surpreendente pode ser um biomarcador potencial para detectar e estudar as células cancerosas no sangue.

"Por muitos anos, tem sido assumido que estas células cancerosas circulantes são muito frágeis, e, essencialmente, são misturadas pelas forças de fluido no sangue. Mas não havia nenhuma evidência real direta de como as forças fluídicas no sangue afetam as células cancerosas. O que encontramos foi que as células normais são muito sensíveis às forças do fluido e não sobreviveram. Mas, surpreendentemente, as células cancerosas foram notavelmente resistentes", relata o autor da pesquisa Michael Henry.

Henry sugere que a resistência à tensão de cisalhamento de fluidos pode ser uma forma de distinguir células benignas e malignas em amostras de células de tumor circulantes.

"Ao adicionar este teste físico realmente simples para células tumorais circulantes isoladas, esta técnica pode permitir classificar as células malignas e as células benignas. Ser capaz de quantificar o número de células "perigosas" pode ser um marcador de prognóstico mais preciso para o paciente do que simplesmente contar o número total de células tumorais circulantes", afirma Henry.

Sistema simples

Utilizando uma seringa e simples cálculos matemáticos precisos da dinâmica dos fluidos, a equipe criou um sistema experimental para imitar as rajadas curtas de fluxo turbulento que uma célula cancerosa pode enfrentar no sangue.

Passando uma suspensão de células através da agulha da seringa, os investigadores estudaram o efeito de uma série de impulsos sobre uma variedade de tipos diferentes de células de câncer (próstata, mama e melanoma), bem como de células epiteliais normais da mama e da próstata.

Após 10 passagens sobre a agulha da seringa a uma taxa de fluxo elevada, cerca de metade das células cancerosas ainda estava viva. Em contraste, muito poucas células epiteliais normais sobreviveram ao processo.

A equipe acredita que simplesmente medir a capacidade das células cancerosas de resistir a fluxos turbulentos pode permitir aos cientistas examinar o comportamento das células cancerosas e investigar os efeitos dos medicamentos contra o câncer em células tumorais.

A equipe já deu início a testes da técnica com amostras de sangue de pacientes com câncer de próstata. "Um próximo passo para nós é traduzir esses achados em amostras de pacientes e determinar se isto pode ser útil em um contexto clinicamente significativo", conclui Henry.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Células cancerosas    Resistência    Biópsia líquida    Universidade de Iowa    Michael Henry   
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