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publicado em 06/12/2012 às 12h15:00
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Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) estão desenvolvendo nanotubos de óxido de titânio que poderão ser utilizados para melhorar a osseointegração de implantes produzidos com o metal.

Nos experimentos, os cientistas conseguiram obter uma fina película, medindo entre 500 nanômetros e 3 micrômetros de espessura e que concentra nanotubos, que podem ser vistos somente em microscópio de alta resolução. " Quando a película é depositada sobre o titânio, os nanotubos irão abrigar as células ósseas que poderão crescer no seu interior" , descreve o professor Alain Robin, do Departamento de Engenharia de Materiais da Escola de Engenharia de Lorena.

Segundo Robin, as películas de titânia (nanotubos de óxido de titânio) foram obtidas por anodização. O processo de anodização realizado nas condições definidas neste trabalho foi aplicado com sucesso em implantes dentários comerciais de fabricação nacional.

O docente, que estuda diversas ligas metálicas além do titânio, supervisionou o estudo da estudante de Engenharia de Materiais Michele B. A. Ribeiro em que foram obtidos os nanotubos.

A anodização é um processo eletroquímico baseado na eletrólise. Numa célula eletroquímica é colocada uma solução inorgânica ou orgânica contendo íons fluoretos, que podem ser de sódio, de amônia, ou ácido fluorídico. " As soluções para se obter os nanotubos precisam conter fluoretos" , explica o pesquisador.

Dentro do líquido, é colocado o corpo de prova de titânio juntamente com um eletrôdo de platina. A partir daí está montado um circuito elétrico com uma fonte de corrente contínua, sendo o titânio o polo positivo e a platina o negativo. " Em seguida aplicamos uma Diferença de Potencial Elétrico (DDP) para a formação da titânia [óxido de titânio] na forma de uma película" , conta Robin.

As características geométricas dos nanotubos, como altura e diâmetro interno, dependerão de como foi feito o processo de anodização, como DDP, quantidade de fluoretos, tempo de anodização e temperatura da solução. Robin afirma que ainda não existem no Brasil aplicações industriais de crescimento de nanotubos de titânia sobre implantes e que os estudos ainda carecem de testes biológicos para se verificar o crescimento das células dentro dos nanotubos de titânia.

Com informações da USP

Fonte: Isaude.net
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