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publicado em 04/12/2012 às 12h55:00
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Dos entrevistados, 89% das mulheres e 77% dos homens sexualmente ativos admitiram terem realizado sexo desprotegido

 
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Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Sexo sem proteção é mais frequente em pacientes com algum transtorno mental . Violência verbal e sexual contra a mulher amplia o problema.
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Sexo sem proteção é mais frequente em pacientes com algum transtorno mental . Violência verbal e sexual contra a mulher amplia o problema.

Pessoas com transtornos mentais estão mais vulneráveis a contrair o HIV. De 2475 usuários de serviços de saúde mental entrevistados por pesquisadores, 89% das mulheres e 77% dos homens sexualmente ativos admitiram terem realizado sexo desprotegido nos seis meses anteriores. Os dados que revelam essa situação fazem parte de um estudo conduzido na Faculdade de Medicina da UFMG.

Dentre todos os dados do estudo, a autora Eliane Peixoto destaca a diferença de risco para o sexo desprotegido entre homens e mulheres como um dos mais importantes. " A sociedade trata os gêneros de maneira diferente, ainda mais quando o assunto é sexo, mas as iniciativas de prevenção em geral os igualam" , afirma. " Para os programas de prevenção serem mais eficazes é preciso considerar essas diferenças sociais" .

O transtorno mental pode aumentar ainda mais esta desigualdade entre os gêneros. " A mulher com transtorno mental pode ter sua sexualidade estigmatizada, ter seu poder no lar ou sua autoestima diminuídas, reduzindo sua habilidade em negociar o preservativo com o parceiro e tentar se proteger" , explica a autora. A vulnerabilidade é reforçada também pela violência enfrentada por elas. No estudo realizado, foi encontrado que 76% das mulheres sofreram algum tipo de violência verbal, enquanto 29% enfrentaram algum episódio de violência sexual.

Um dos pontos a ser trabalhado, de acordo com Eliane, é o empoderamento feminino. Como o preservativo mais utilizado é o masculino, o maior poder de decisão de ter sexo protegido ou não ainda está concentrado nas mãos do homem. Se o parceiro não quiser, cabe à mulher negociar o uso do preservativo. Porém, muitas vezes ela não tem essa habilidade, fazendo com que as mulheres se envolvam em maiores proporções de sexo desprotegido. "É preciso dar as mulheres ferramentas para que elas sintam-se mais decididas em se proteger, fazer o teste para o HIV, e negociar o uso do preservativo" , aponta.

Estigma contribui para o problema

Segundo Eliane Peixoto, existem duas possíveis explicações para o alto índice de comportamento de risco entre os indivíduos com transtorno mental. " Esses indivíduos são discriminados e marginalizados, tendo menos acesso a educação, trabalho e renda, por exemplo. Também têm uma redução no discernimento, preocupando-se menos com a proteção em algumas situações" , afirma.

O sexo sem proteção ainda é mais frequente nos pacientes com diagnósticos menos graves, como depressão ou transtornos de ansiedade, quando comparados com aqueles mais graves, como a esquizofrenia e o transtorno bipolar. A prevalência de sexo desprotegido nos seis meses anteriores entre pacientes com depressão e ansiedade foi de 89% entre os homens e 91% entre as mulheres. Entre os pacientes com diagnósticos mais graves, 75% dos homens e 88% das mulheres reportaram este comportamento.

A explicação para isso está na maneira que estas pessoas se relacionam em sociedade. Ainda que exista o estigma, pessoas com transtornos leves têm maior envolvimento social do que similares com transtornos graves, mais incapacitantes. " Esse maior envolvimento proporciona mais oportunidades para relações sexuais em geral, inclusive sexo sem proteção" , aponta a autora.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Aids    HIV    Transtorno mental    Saúde mental    Sexualidade    Faculdade de Medicina da UFMG    Eliane Peixoto   
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