Ciência e Tecnologia
publicado em 04/12/2012 às 10h08:00
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Os pais cujos filhos se mudam mais cedo para longe de casa são menos propensos à depressão do que aqueles que têm filhos na proximidades de sua residência. O estudo, conduzido em áreas rurais da Tailândia por cientistas do Kings College de Londres, sugere que as crianças que migram para as áreas urbanas são mais propensas a apoiar financeiramente os pais, o que pode significar um fator para os níveis mais baixos de depressão.

Segunda Melanie Abas, autora principal do estudo, "os pais cujos filhos tinham se mudado para locais mais distantes apresentavam metade da probabilidade de serem deprimidos comparados com pais que tinham um filho morando no mesmo distrito. Embora nosso estudo tenha sido conduzido na Tailândia, os resultados são semelhantes à levantamentos anteriores na China. "

Na Tailândia é uma tradição os filhos assumirem a responsabilidade pelos pais idosos. " Preocupações locais que as crescentes taxas de migração rural-urbana em todo o sul da Ásia poderia ter um impacto negativo sobre as famílias e que os pais mais velhos poderiam experimentar isolamento, solidão e depressão, foram desmascaradas por esta pesquisa, afirmam os responsáveis pelo estudo.

Os autores explicam que os pais podem proteger-se da chamada síndrome do ninho vazio. "Encontramos vários fatores de proteção contra a síndrome do ninho vazio, alguns semelhantes aos que vemos no Reino Unido e EUA. Vivendo em comunidades, vendo seus filhos regularmente nas reuniões de família ou feriados, ter um filho auto-suficiente vivendo e trabalhando na cidade foram fatores preponderantes para ajudar a superar a síndrome," diz Abas.

No entanto, um dos principais fatores de proteção, que é uma particularidade de países de renda média e baixa, é o efeito de filhos que enviam dinheiro para casa. "Nestes países, isso faz uma diferença importante para os pais mais velhos ', completa a pesquisadora.

Em colaboração com a Universidade de Mahidol e da Universidade Thammasat, na Tailândia, pesquisadores do King College estudaram cerca de 1.000 pais com 60 anos ou mais de 100 aldeias na Tailândia rural para entender o efeito da migração de crianças sobre a depressão dos pais.

Cerca de 27% dos pais que tiveram pelo menos um filho vivendo nas proximidades de sua casa (geralmente menos de 100 quilômetros de distância), apresentavam quadro de depressão, em comparação com 16% daqueles que tinham todos os filhos residindo em áreas mais distantes. Depois de um ano de acompanhamento do estudo, os números dos dois grupos passaram respectivamente para 24% e 9%.

As taxas de depressão também variaram de com movimento de volta dos filhos para casa. Cerca de 33% dos pais que tiveram um filho retornando para perto de casa apresentaram o quadro depressivo contra 20% do que não tiveram nenhum movimento dos filhos durante o ano de seguinte.

Fonte: Isaude.net
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