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publicado em 03/12/2012 às 12h25:00
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Terri Camesano(a dir.), líder do estudo
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Terri Camesano(a dir.), líder do estudo

Pesquisadores do Worcester Polytechnic Institute, nos EUA, estão utilizando peptídeos antimicrobianos encontrados nas brânquias de peixes para criar superfícies capazes de matar bactérias que causam doenças transmitidas por alimentos e infecções hospitalares.

Vivendo em um ambiente de equipe com bactérias e fungos, os peixes evoluíram defesas poderosas contra agentes patogênicos, incluindo os peptídeos antimicrobianos.

"Os peixes têm uma solução maravilhosa para bloquear as infecções bacterianas e fúngicas. Nesse estudo, estamos trabalhando para entender melhor os mecanismos bioquímicos desse processo", afirma a líder da pesquisa Terri Camesano.

A pesquisa foi publicada na revista científica ACS Applied Materials & Interfaces.

Como os peixes filtram a água através de suas brânquias para extrair oxigênio, peptídeos antimicrobianos (AMPs), incluindo Chrysosphin-1, matam agentes patogênicos antes que eles possam invadir a corrente sanguínea do peixe.

Cientistas em laboratórios ao redor do mundo estão explorando ativamente o uso potencial dessas moléculas para prevenir infecções humanas. No estudo atual, a equipe anexou AMPs ao silício e superfícies de ouro utilizando duas abordagens diferentes e mediu a capacidade dos peptídeos para matar bactérias E. coli.

No primeiro método, os AMP foram absorvidos diretamente sobre cristais de ouro e de silício, formando uma única camada de moléculas com as AMPs ficando sobre a superfície. No segundo método, as pontas dos AMPs foram ligadas às superfícies com uma substância semelhante a cola de modo a que os peptídeos cresceram verticalmente, como as folhas de relva estendendo-se a partir do solo. Superfícies com ambas as configurações de AMPs foram cultivadas com células de E. coli.

Os resultados mostraram que, quando os AMPs cresceram sob a superfície, eles mataram 34% das bactérias na cultura, mas quando eles cresceram na vertical, mataram 82%.

"A hipótese é que, quando os peptídeos são fixados verticalmente às superfícies, eles são mais capazes de se mover e de dobrar de modo que assumem uma forma mais eficaz na ligação rompendo as células de E. coli", explica Camesano.

Além de reunir dados sobre a eficácia antibacteriana dos AMPs, a equipe desenvolveu uma técnica para o monitoramento, em tempo real, a adesão dos peptídeos às superfícies.

Segundo Camesano, as superfícies de ouro e silício foram selecionadas para o estudo, pois suas propriedades químicas são bem adaptadas para a ligação com AMPs.

No trabalho em andamento, a equipe planeja caracterizar a mecânica das ligações de AMP para chegar a uma atividade antimicrobiana ideal e pretende testar outros materiais, incluindo titânio, aço inoxidável e plástico, que teriam maior utilidade na preparação de alimentos e cuidados de saúde.

Fonte: Isaude.net
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