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publicado em 02/12/2012 às 00h26:00
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Foto: José Pantoja/Ascom SESPA
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Campanha realizada na praça da República, em Belém, no Pará Mais de 500 testes foram oferecidos em Belém, com a participação de uma equipe multidisciplinar para atender os casos positivos
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Campanha realizada na praça da República, em Belém, no Pará
Mais de 500 testes foram oferecidos em Belém, com a participação de uma equipe multidisciplinar para atender os casos positivos

No Dia Mundial de Luta contra a Aids, lembrado neste sábado, 1º de dezembro, duas unidades móveis da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) estiveram à disposição da população na Praça da República, ao lado do Teatro da Paz, centro de Belém. No local foram ofertados mais de 500 testes rápidos para detecção do HIV, que só no ano passado fez 700 novos casos no Pará.

Também no entorno da praça, profissionais da Sespaa estiveram mobilizados para sensibilizar a população, inclusive com a entrega de materiais informativos e preservativos. " Nossa intenção é incentivar a realização do exame e permitir que os pacientes comecem o tratamento mais cedo. Por meio desse teste oferecido aqui, descobre-se o diagnóstico em até meia hora" , explica a médica Deborah Crespo, coordenadora estadual do Programa de DST/Aids, que acompanhou o trabalho realizado durante toda a manhã nas duas unidades móveis.

Para o serviço oferecido, foi montada toda uma estrutura, incluindo farmacêuticos, assistentes sociais e psicólogo, para orientar o usuário em caso de confirmação positiva do vírus, visto que o diagnóstico precoce ajuda no controle mais efetivo da doença, mas exige do portador uma postura esclarecida e determinada para combatê-la. " Com os medicamentos que serão preescritos e entregues de graça, o o HIV não terá força suficiente para fazer o que antes acontecia, ou seja, deixar a pessoa amplamente vulnerável ao aparecimento de algumas doenças que costumam surgir com o avanço da idade, entre elas osteoporose, câncer, diabetes e infarto. Seguindo o tratamento corretamente, a qualidade de vida aumenta.

Se comparado ao que era praticado pela saúde pública há 20 anos, o paciente com diagnóstico de Aids chegava a tomar, em alguns casos, mais de 20 comprimidos por dia para tentar controlar o HIV e as doenças relacionadas à baixa imunidade. Atualmente, a associação entre os avanços da Medicina e o convencimento pelo diagnóstico precoce faz que o paciente passe a tomar, no mínimo, três pílulas diárias. O Ministério da Saúde já estuda a produção nacional de um comprimido contendo três princípios ativos em uma única pílula diária, o que facilitaria ainda mais o tratamento.

Os números no nordeste

Divulgado de forma preliminar pelo Ministério da Saúde no dia 20 de novembro, o Boletim Epidemiológico mostra que, entre os Estados da Região Norte, o Pará, por ser o mais populoso, continua sendo o primeiro do ranking em casos de Aids: entre 1980 e junho deste ano, 13.998 pessoas já foramos infectadas pelo vírus HIV. No entanto, esse índice atingiu o ponto máximo em 2008, quando 1.263 casos foram notificados. Já o ano de 2011 apresentou a maior queda desses casos (46,6%), registrando 700 casos foram notificados.

Outra tabela informa que 1.660 gestantes no Estado se descobriram contaminadas entre o ano 2000 e junho de 2012. Em 2011, foram 206 mulheres grávidas atestadas com o vírus. Até junho deste ano, elas já são 133. A respeito do coeficiente de casos notificados, que é o número de ocorrências para cada 100 mil habitantes, a taxa no Pará era de 4,7 em 2000. Onze anos depois, esse número subiu para 19,1.

Outras particularidades do Boletim dão conta que o Pará acumula 4.700 óbitos, de 1980 a 2011, em decorrência das complicações causadas pelo vírus, além de ser o 12º dos 27 Estados Brasileiros no ranking da taxa de incidência de casos notificados de Aids entre 2000 e 2011, com 19,1 casos para cada 100 mil habitantes. Da Região Norte, é o 4º nessa colocação e está abaixo dos Estados do Amazonas, Roraima e Amapá no período de 2000 a 2011.

Já a capital, Belém, é a 5º no ranking dessa taxa de incidência (40,8 por 100 mil habitantes), no período de 2000 a 2011, perdendo para Manaus, que ficou com 48,6, em termos de Região Norte. Além de Belém, os municípios de Paragominas (34,2), Ananindeua (33,5), Tucuruí (29,3), Castanhal (29,0), Marituba (27,1), Bragança (27,0), Benevides (26,5), Redenção (26,1) e Marabá (23,0) foram os municípios contidos na lista dos 20 da região amazônica, com mais de 50 mil habitantes, com as maiores taxas de casos por cada 100 mil moradores.

Fonte: AGÊNCIA PARÁ
   Palavras-chave:   Aids    HIV    Dia Mundial da Aids    Sespa    Pará    Belém    Testes rápidos para detecção      
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