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publicado em 01/12/2012 às 14h00:00
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Foto: Antoninho Perri/Ascom/Unicamp
Thiago Inácio Barros Lopes, autor do estudo.
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Thiago Inácio Barros Lopes, autor do estudo.

Pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) com o fármaco orlistate, o mesmo princípio ativo do xenical ou alli, indicado no tratamento da obesidade, provou que o medicamento pode alterar o perfil de ácidos graxos do organismo humano e que, em longo prazo, pode levar a uma síndrome caracterizada por esta deficiência.

O estudo, que envolveu 20 mulheres atendidas no Laboratório de Pesquisa em Metabolismo e Diabetes (Limed) do Gastrocentro, avaliou as mudanças do perfil lipídico das pacientes com sobrepeso tratadas com essa droga.

O orlistate diminuiu a absorção de ácidos graxos e, durante análise metabólica, promoveu algumas alterações no nível de ácidos graxos essenciais (aqueles que o organismo não consegue produzir) e outros metabólitos como o lactato (produzido após a queima de glicose para o fornecimento de energia, sem a presença de O2), além de uma ligeira redução de cálcio das pacientes investigadas.

Essas mulheres estavam na faixa dos 40 anos, num período pré-menopausa, com IMC entre 25 e 30. Conforme pesquisador Thiago Inácio Barros Lopes, elas foram escolhidas pelo fato de o sexo feminino ser o gênero que mais faz uso, no momento, de medicamentos para emagrecer.

O uso do orlistate, explica o autor, impede a absorção de gordura e também diminui a ocorrência de alguns compostos absorvidos com a gordura. O autor do estudo constatou então que o medicamento não interfere apenas no perfil lipídico, que envolve uma série de exames para determinar dosagens de colesteral total, HDL LDL E triglicerídios. Os seus efeitos vão para além da perda de peso, como a diminuição das taxas de colesterol.

Os ácidos graxos essenciais são blocos construtores de lipídios para todas as células do corpo, pois exercem funções como produção de energia, aumento do metabolismo e crescimento muscular, transporte de oxigênio, crescimento normal celular e regulação hormonal, entre outras. Com sua queda, as pessoas ficam mais sujeitas ao aparecimento de síndromes. Apesar disso, Thiago assinala que esse problema pode ser facilmente resolvido com a suplementação de nutrientes e com medidas para conter a diminuição do nível de cálcio.

Ao comparar o seu estudo com outros da literatura, o químico notou que a alteração no perfil lipídico de ácidos graxos, criada pelo orlistate, é similar à que ocorre com a dieta de restrição, onde o nível de gordura diminui. " O seu mecanismo de ação, já que não é absorvido sistemicamente e atua só no trato gastrointestinal como inibidor de lipases gástricas, realmente está correto" , admite Thiago.

Essa droga age no sistema digestivo impedindo que a gordura consumida seja absorvida pelo organismo e traga ganho de peso. Ela foi descoberta na década de 1990 e bloqueia a absorção de até 30% das gorduras ingeridas por meio da inibição da enzima lipase, responsável pela digestão das gorduras.

Com informações da Unicamp

Fonte: Isaude.net
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