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publicado em 30/11/2012 às 08h00:00
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Foto: M. Milán Lab/IRB Barcelona
Imagem: M. Milán Lab/IRB Barcelona/Mariana Muzzopappa
Imagem: M. Milán Lab/IRB Barcelona/Andrés Dekanty
Tumor epitelial (em verde) implantado em mosca Tumor epitelial (em cinza), expressando a Matriz Metaloproteinase MMP1, que ajuda a degradar a membrana (em verde) Imagem de microscopia de células móveis transformadas (em verde), expressando a Matriz Metaloproteinase MMP1 (em vermelho) e rodeadas por células epiteliais normais (em azul)
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Tumor epitelial (em verde) implantado em mosca
Tumor epitelial (em cinza), expressando a Matriz Metaloproteinase MMP1, que ajuda a degradar a membrana (em verde)
Imagem de microscopia de células móveis transformadas (em verde), expressando a Matriz Metaloproteinase MMP1 (em vermelho) e rodeadas por células epiteliais normais (em azul)

Cientistas do Institute for Research in Biomedicine (IRB Barcelona), na Espanha, desenvolveram um novo modelo de mosca que permite visualizar como uma célula normal se torna cancerosa. O estudo abre o caminho para desvendar os eventos genéticos que permitem o aparecimento de células cancerosas e pode levar a novos tratamentos para a terapia contra o câncer sem efeitos colaterais.

O trabalho foi publicado na revista PNAS.

O pesquisador Marco Milán e seus colegas conduziram o trabalho com a mosca Drosophila melanogaster e reproduziram cada um dos passos conhecidos que ocorrem quando uma célula saudável se transforma em cancerosa.

Assim, a equipe criou um modelo barato e eficaz que permite examinar os genes e moléculas envolvidos em cada etapa.

Dado que a grande maioria dos genes da Drosophila está presente em ratos e seres humanos, os resultados obtidos podem também levar os pesquisadores a realizar estudos semelhantes em modelos mais clinicamente relevantes.

"Pela primeira vez temos um modelo genético que nos permite compreender os acontecimentos que ocorrem, a partir de quando as células começam a acumular erros genômicos até o desenvolvimento de um tumor", afirma o cientista Andrés Dekanty.

A equipe começou provocando instabilidade genômica em uma seleção de células na asa da mosca de fruta. Eles, então, impediram que estas células, com um número anormal de cromossomos, sucumbissem aos mecanismos naturais de defesa das células para que pudessem sobreviver.

Assim, eles observaram que as células espalhadas por todo o tecido, se tornaram móveis, ativaram o crescimento de células adjacentes, o que lhes permite libertar-se e até mesmo invadir tecidos próximos. "Todos esses eventos são o que vemos no câncer. Este modelo vai, portanto, nos ajudar a identificar cada um dos genes e moléculas envolvidos na separação de células epiteliais, motilidade, crescimento anormal, degradação de células basais e invasão", afirma Milán.

Segundo os pesquisadores, a pesquisa abre um debate conceitual fundamental de que o câncer pode ser causado pela instabilidade genômica.

As células em todos os cânceres humanos exibem instabilidade genômica considerável. Seus genomas estão cheios de erros. "Se pudermos demonstrar essa correlação direta, teremos algo muito específico para trabalhar com metas precisas. Células mutantes não existem em organismos saudáveis. Se pudermos identificar o que diferencia uma célula com instabilidade genômica de uma célula normal, podemos ser capaz de identificar tratamentos específicos contra o câncer", afirma Dekanty.

Atualmente terapias contra o câncer são destinadas a retardar a proliferação, ou divisão celular. Um dos maiores problemas com isto é que todas as células se dividem, tanto as cancerosas quanto as saudáveis. Os tratamentos são, assim, associados a muitos efeitos colaterais. "Não há um tratamento disponível que ataca apenas as células com instabilidade genômica. Se conseguirmos claramente diferenciar umas das outras esperamos ser capazes de encontrar drogas que atacam as células doentes especificamente", concluem os autores.

Fonte: Isaude.net
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