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publicado em 22/11/2012 às 11h25:00
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Descoberta abre a possibilidade de fabricar medicamento de forma barata, eficiente e com menos efeitos colaterais

 
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Foto: John Innes Centre
Dr. Fernando Geu-Flores e Dra. Sarah O'Connor, envolvidos na pesquisa
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Dr. Fernando Geu-Flores e Dra. Sarah O'Connor, envolvidos na pesquisa

Cientistas do John Innes Centre, no Reino Unido, descobriram uma enzima usada por plantas na natureza para produzir produtos químicos poderosos como a droga anticâncer vimblastina. A descoberta abre a possibilidade de produzir estes produtos químicos de forma barata e eficiente.

Eles são produzidos naturalmente por algumas plantas, tais como a planta medicinal pervinca de Madagascar, mas plantas de crescimento mais rápido podem ser utilizadas para sua produção. Por meio da biologia sintética, esses produtos também podem sofrer melhorias.

"Milhares de produtos químicos são derivados da enzima que temos chamado de sintase iridóide. Podemos começar a usá-la para chegar a novas estruturas com atividade biológica benéfica para medicina e agricultura", afirma a autora sênior Sarah O'Connor.

O ingrediente anticancerígeno sulfato de vimblastina é atualmente derivado da planta pervinca de Madagascar. A sintase iridóide é um passo essencial para a produção deste composto. Mas vimblastina é produzida apenas em níveis muito baixos e a droga tem muitos efeitos colaterais.

A esperança dos pesquisadores é encontrar uma maneira de produzir a enzima de forma mais barata e fácil e com uma estrutura química que reduza os efeitos colaterais.

"Precisamos identificar mais enzimas para descobrir todas as vias usadas na natureza para criar este potente composto. Mas a enzima que descobrimos é também a base para muitos outros produtos químicos iridóides e podemos começar a testar a construção de novas estruturas químicas com atividade biológica", afirma O'Connor.

O'Connor e seus colegas agora pretendem investigar se a enzima é importante em uma reação química utilizada pelos cientistas por quase 100 anos, chamada de reação de Diels-Alder. Uma melhor compreensão de como funciona a sintase iridóides poderia abrir novas maneiras para a produção de compostos farmacêuticos usando a biologia sintética.

A pesquisa foi publicada na revista Nature.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Droga anticâncer    Vimblastina    Sintase iridóide    John Innes Centre    Sarah O'Connor   
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