Saúde Pública
publicado em 21/11/2012 às 08h13:00
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Foto: Jose Cendon/South Africa/MSF
Teste sendo feito no Xpert MTB/RIF para detectar tuberculose.
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Teste sendo feito no Xpert MTB/RIF para detectar tuberculose.

Um novo teste rápido para a tuberculose (TB) pode reduzir, de forma rentável, as mortes por tuberculose e melhorar o tratamento no sul da África, região onde o HIV e a tuberculose são comuns, de acordo com estudo de pesquisadores da Harvard School of Public Health.

"Este teste é um dos desenvolvimentos mais significativos em opções de controle da TB em muitos anos. Nosso estudo é o primeiro a olhar para as consequências a longo prazo deste teste quando incorporados em programas de saúde de rotina", afirma o principal autor Nicolas Menzies.

O estudo foi publicado na revista PLoS Medicine.

A tuberculose é uma doença infecciosa que mata mais de 1,5 milhões de pessoas anualmente, principalmente em países de baixa e média renda. Estima-se que 9 milhões de pessoas desenvolveram a doença em 2010. Pacientes infectados pelo HIV são particularmente vulneráveis à tuberculose, que é transmitida através de gotículas no ar quando as pessoas com doença ativa tossem ou espirram.

Diagnóstico rápido e preciso é fundamental para evitar a propagação da doença. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou recentemente o uso de Xpert, um teste de DNA automatizado que fornece resultado dentro de duas horas, para as pessoas com alto risco de tuberculose multirresistente e / ou associada ao HIV. Muitos países já estão se movendo para adotar o teste.

Menzies e seus colegas conduziram um estudo para investigar o potencial para a saúde e as consequências econômicas da aplicação do teste Xpert em Botsuana, Lesoto, Namíbia, África do Sul e Suazilândia.

Eles descobriram que a substituição da atual abordagem de diagnóstico (que se baseia na identificação de tuberculose no escarro do paciente através de um microscópio), pelo teste Xpert impediria uma estimativa de 132 mil casos de tuberculose e 182 mil mortes de tuberculose no sul da África em mais de 10 anos, reduzindo em 28% a proporção da população com tuberculose ativa.

Os pesquisadores estimam que o custo de aplicação generalizada do teste Xpert no sul da África seria 460 milhões dólares ao longo dos próximos 10 anos, com a maioria destes custos adicionais decorrentes da maior utilização de serviços de tratamento de tuberculose e HIV.

Em especial, como o novo teste fornece informações sobre TB resistentes a drogas, muitos pacientes seriam encaminhados para o tratamento de tuberculose multirresistente, que é caro neste cenário. Os custos adicionais de tratamento de HIV seriam resultado do sucesso da intervenção, já que indivíduos co-infectados com tuberculose e HIV receberiam melhores cuidados de TB, teriam melhor sobrevivência e o número total de pessoas que recebem tratamento para o HIV aumentaria.

Levando-se em conta tanto os custos e benefícios adicionais de saúde derivados da nova tecnologia, a adoção do teste Xpert na África do Sul seria uma opção custo-efetiva, de acordo com padrões da OMS.

Menzies adverte que as conclusões do estudo podem não ser aplicáveis a outros lugares, e que outros países podem encontrar intervenções mais custo-efetiva do que Xpert para adotar primeiro. "Dada a influência fundamental do HIV sobre a dinâmica e os custos de intervenção de TB, cuidados devem ser tomados ao se interpretar os resultados da análise fora de ambientes com alta prevalência do HIV", conclui.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Tuberculose    HIV    Sul da África    Xpert    Harvard School of Public Health    Nicolas Menzies   
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