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publicado em 19/11/2012 às 11h30:00
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Foto: Georgia Health Sciences University
Dr. Feng Chen (a esq.) e Dr. David J.R. Fulton, durante processo de pesquisa em laboratório
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Dr. Feng Chen (a esq.) e Dr. David J.R. Fulton, durante processo de pesquisa em laboratório

Cientistas da Georgia Health Science University, nos EUA, descobriram que o 'cabo de guerra' entre duas proteínas no organismo pode levar a terapias mais eficazes para doenças cardiovasculares.

A disputa entre as proteínas Hsp90 e Hsp70 determina o quanto o corpo produz de superóxido, produto altamente reativo e potencialmente destrutivo do oxigênio que é muito elevado em pessoas com problema cardiovascular. A descoberta indica que uma droga antiúlcera pode ajudar o corpo a reduzir os níveis excessivos desse superóxido.

Hsp90 e Hsp70 são proteínas de choque térmico, mas parecem ter efeitos opostos sobre a produção de espécies reativas de oxigênio. "Nossos estudos mostram que Hsp90 promove a atividade de enzimas Nox, fonte de superóxido e de todas as espécies reativas de oxigênio relacionadas a ele, enquanto Hsp70 tem uma ação de oposição que inibe Nox", afirma o pesquisador David J.R. Fulton.

Quando os investigadores aplicaram inibidores de Hsp90, a ligação de enzimas NOx com Hsp90 foi reduzida, a ligação da enzima com Hsp70 aumento e a produção de espécies reativas de oxigénio diminuiu.

Os inibidores também reduziram a produção de espécies reativas de oxigênio nos vasos sanguíneos de ratos obesos, que contribui para a perda de elasticidade e estreitamento característicos da doença cardiovascular.

Enquanto a inibição de Hsp90 era conhecida por suprimir a inflamação e reduzir danos cardiovasculares, como ela atuava ainda não era conhecido.

"O mecanismo ' yin e yang' que os pesquisadores descobriram aponta em direção a uma terapia que deve aumentar os níveis de Hsp70", observa o investigador Feng Chen.

Inibidores Hsp90 são utilizados para tratar tipos de cânceres que dependem da proteína para a divisão celular rápida. Mas eles também atacam proteínas que ajudam os vasos sanguíneos a relaxar, tais como óxido nítrico, então provavelmente não são uma boa escolha na doença cardiovascular. "A doença cardiovascular é uma doença crônica, e queremos minimizar os efeitos colaterais negativos, proporcionando maior proteção", afirma Fulton.

Neste caso, uma melhor abordagem parece ser aumentar diretamente a expressão de Hsp70 com uma droga tal como geranylgeranylacetone ou GGA, droga antiúlcera utilizada no Japão, com relativamente poucos efeitos colaterais.

Quando os investigadores trataram células vasculares lisas da aorta humana com a droga, por exemplo, a ligação entre Hsp70 e Nox aumentou, enquanto a capacidade de Nox de gerar superóxido diminuiu.

Os próximos passos incluem avaliar se um aumento da expressão de Hsp70, na verdade, se traduz em vasos sanguíneos mais saudáveis em um modelo cardiovascular.

Fonte: Isaude.net
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