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publicado em 12/11/2012 às 11h04:00
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Guarujá, Araçatuba e Bauru lideram risco de dengue no estado de SP

Secretaria convoca secretários de saúde de 13 municípios com indicação de vulnerabilidade à transmissão da doença

 
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Foto: Prefeitura do Guarujá
Panfletagem de combate a dengue no Guarujá, litoral de São Paulo
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Panfletagem de combate a dengue no Guarujá, litoral de São Paulo

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo promove, nesta segunda-feira (12), na capital paulista, um encontro com secretários de saúde de 13 municípios com indicação maior vulnerabilidade para a transmissão da dengue. Guarujá, Araçatuba e Bauru lideram o risco de transmissão da doença para o próximo verão.

A escolha dos municípios foi feita a partir do mapeamento do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria em parceria com a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), considerando os municípios com mais de 60 mil habitantes e que apresentaram índice de infestação predial do Aedes aegypti acima de 1%.

O objetivo do encontro é mobilizar estas prefeituras para execução de ações de prevenção e controle de criadouros do mosquito transmissor. Segundo as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), as prefeituras têm papel fundamental no controle de vetores como o Aedes aegypti.

Apesar da queda no número de casos de dengue neste ano, alguns municípios ainda apresentam índices de infestação superior a 1% e, por isso, encontram-se em situação de alerta para a transmissão da doença no próximo verão.

Monitoramento

O mapeamento, por amostragem, foi realizado em mais de 200 municípios paulistas, com inspeção em mais de 200 mil imóveis. A medição é feita pelas próprias prefeituras. Entre os municípios acima de 60 mil habitantes.

Dentre os depósitos mais comuns para Aedes aegypti nos municípios do mapeamento, destacam-se os recipientes móveis (45,5% do total), como vasos ou frascos com água, pratos, garrafas, pingadeiras, recipientes de degelo em geladeiras, bebedouros em geral, pequenas fontes ornamentais e materiais em depósito de construção (como peças sanitárias estocadas).

Os depósitos fixos, como tanques em obras, borracharias, calhas, lajes, ralos, sanitários em desuso, piscinas não tratadas, floreiras, vasos em cemitério, cacos de vidro em muros e outras obras arquitetônicas, como caixas de inspeção, responderam por 22% dos depósitos com foco do Aedes aegypti.

Outros 14,6% dos depósitos com foco do mosquito são referentes a lixo, como os recipientes plásticos, garrafas e latas, sucatas em pátios e ferros velhos e entulhos de construção.

"É importante que os municípios estejam preparados para o controle do vetor, por meio de mobilização e conscientização da população, além de prestar a assistência médica adequada a pacientes com suspeita de dengue. A participação popular também é fundamental para o combate à doença, uma vez que a maioria dos criadouros do vetor estão no interior das residências" , afirma o médico infectologista Marcos Boulos, coordenador de Controle de Doenças da Secretaria.

Ele lembra que, no início de 2011, o sorotipo 4 da dengue chegou a São Paulo e, agora, circula em todas as regiões do Estado, tornando praticamente toda a população suscetível a contrair dengue.

" Ao serem infectadas com o tipo 4 do vírus da dengue, pessoas que já contraíram anteriormente um dos outros três sorotipos existentes podem apresentar formas graves da doença, como a febre hemorrágica" , diz.

Desde 2010 o registro de casos de dengue tem caído no Estado. Neste ano, até o momento, foram registrados 21.063 casos. O número é 76,5% inferior ao total do mesmo período em 2011, quando foram registrados 89.785 casos. Em 2010, houve 189.330 casos da doença.

Vale do Paraíba

Dos 645 municípios de São Paulo, 342 não notificaram nenhum caso autóctone de dengue em 2012. Além disso, 31% dos casos deste ano concentram-se na região do Vale do Paraíba e Litoral Norte, que notificou ao Sinan 6.526 ocorrências.

Ainda de acordo com as notificações dos municípios, foram registradas 12 mortes por dengue autóctone até o mês de outubro deste ano, nos municípios de Araçatuba, Caraguatatuba, Guaratinguetá, Ibirá, Novais, Pontal, Praia Grande, Santa Rosa de Viterbo e São José do Rio Preto, além da capital paulista, com três mortes registradas. As mortes representaram 0,05% do total de casos.

A Secretaria, por intermédio da Sucen, presta apoio aos municípios no combate à dengue, mediante capacitação de pessoal e suporte em ações de nebulização, por exemplo. Para auxiliar no manejo clínico dos casos suspeitos, a pasta oferece, desde o ano passado, aos serviços de saúde, treinamentos rápidos, de 15 minutos, no próprio local de trabalho onde médicos e profissionais de enfermagem atuam.

Fonte: Isaude.net
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