Quase 3000 formandos de Medicina deverão realizar prova obrigatória de conhecimentos médicos. Praticamente todos os estudantes de último ano das 28 escolas paulistas que formam turma em 2012 estão inscritos no Exame. Também há inscritos oriundos de cursos de Medicina de outros estados.
Resolução do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo Cremesp (nº 239 de 25/07/2012) estabeleceu a obrigatoriedade do Exame a partir de 2012.
O comprovante de participação na prova, neste domingo (11), será exigido para o registro profissional do médico. Mas o registro não dependerá do desempenho ou da aprovação no exame. O resultado individual, por aluno, é confidencial.
Por força de lei, o Cremesp não pode condicionar o registro à aprovação em um exame. Isso exigiria uma lei federal, como a que instituiu o Exame da OAB.
Além do comparecimento ao Exame do Cremesp, o participante não deve entregar a prova em branco ou anular de outra forma o preenchimento do cartão de respostas.
Durante sete anos, de 2005 a 2011, o Exame do Cremesp foi voluntário. Dos 4.821 formandos que participaram, quase a metade (2.250 ou 46,6%) foi reprovada, pois acertou menos de 60% das questões.
Agora, com o exame obrigatório será possível avaliar todo o universo de formandos que irão se inscrever no Cremesp e atuar em São Paulo.
O objetivo do Cremesp é promover uma avaliação externa das escolas médicas, chamar a atenção das autoridades para as falhas do ensino médico e contribuir para o debate sobre a necessidade de um Exame Nacional obrigatório no final do curso de medicina, que condicione a aprovação ao registro profissional.