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publicado em 08/11/2012 às 12h54:00
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Foto: UN Photo/Oleg Veklenko
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Foto: Dragunov/Foto Stock
Após o acidente na central nuclear de Chernobyl, milhares de soldados soviéticos ajudaram nos serviços de limpeza. Reparos foram realizados por tropas de defesa química mobilizadas para o trabalho em uma zona de 30 km ao redor da usina, incluindo áreas altamente contaminadas, perto do reator danificado. Imagem atual central nuclear de Chernobyl
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Após o acidente na central nuclear de Chernobyl, milhares de soldados soviéticos ajudaram nos serviços de limpeza.
Reparos foram realizados por tropas de defesa química mobilizadas para o trabalho em uma zona de 30 km ao redor da usina, incluindo áreas altamente contaminadas, perto do reator danificado.
Imagem atual central nuclear de Chernobyl

Um estudo de 20 anos acompanhando 110 mil trabalhadores que participaram da limpeza da central nuclear de Chernobyl, em1986, na Ucrânia, mostra que eles tiveram um aumento significativo do risco de desenvolvimento de leucemia. Os resultados servem de base para definir o risco de câncer associado a baixas doses de radiação como as encontradas em procedimentos de diagnóstico médico como tomografia computadorizada.

No geral, foram identificados 137 casos de leucemia entre os trabalhadores, com 16% destes casos atribuídos à exposição direta à radiação de Chernobyl. As descobertas destacam a polêmica questão da exposição a baixas doses de radiação, uma realidade para mineiros, trabalhadores de usinas nucleares, de centros médicos de diagnóstico, entre outros profissionais que são cronicamente expostos ou em pacientes que recebem doses de radiação durante exames.

Embora os riscos de leucemia em decorrência da exposição à radiação já fossem esperados, o que surpreendeu os pesquisadores foi o alto índice de leucemia linfocítica crônica (LLC),chegando a ser semelhante ao risco estimado de casos de leucemia não LLC. Esta conclusão contesta a ideia de que a leucemia linfocítica crônica não está ligada a exposição à radiação.

Por muitos anos, as melhores estimativas vieram de estudos de longo prazo envolvendo 1,9 mil sobreviventes dos detonações de bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki, no Japão, durante a Segunda Guerra Mundial. A partir dessas avaliações de risco de câncer, os cientistas estimaram os riscos de exposição a pequenas doses de radiação.

" Nós sempre tivemos problemas com esta abordagem," afirma Lydia Zablotska, professora de epidemiologia e bioestatística da University of California, San Francisco (UCSF), e pesquisadora responsável pelo estudo realizado em parceria com o Chernobyl Research Unit at the Radiation Epidemiology Branch of the National Cancer Institute. " Primeiramente, os sobreviventes da bomba atômica foram banhados com raios de nêutrons, enquanto alguém que se submete a uma tomografia computadorizada é exposto a raios-X, um tipo diferente de radiação. Além disso, ainda existem os fatures genéticos, de estilo de vida e dieta que diferenciam a população japonesa da ocidental."

O novo trabalho ajuda a cobrir uma lacuna, pois as doses recebidas pelos trabalhadores ucranianos que ajudaram na limpeza em Chernobyl, fica em algum lugar entre o alto nível recebido pelos japoneses vítimas da bomba atômica e os níveis mais baixos recebidos por pessoas que passam por extensos exames médicos.

" A composição genética da população japonesa pode ter escondido este aumento de risco, A população do país asiático é muito menos propensa a desenvolver este tipo de câncer. A Leucemia Linfocítica Crônica atinge somente 3% dos casos da doença entre japoneses contra cerca de 30% dos casos da entre os norte-americanos e 40% de todos os casos de leucemia na Ucrânia," diz a pesquisadora.

"Nosso objetivo com este estudo é aumentar a consciência destes profissionais sobre os perigos da exposição a baixas doses de radiação", completa Zablotska.

Veja o Abstract do estudo

Fonte: Isaude.net
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