Ciência e Tecnologia
publicado em 08/11/2012 às 10h12:00
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Foto: Hebrew University
Prof. Amir Amedi, autor sênior do estudo, usando um protótipo do aparelho
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Prof. Amir Amedi, autor sênior do estudo, usando um protótipo do aparelho

Cientistas da Hebrew University Medical School, em Israel, descobriram que pessoas cegas podem descrever objetos e até identificar letras e palavras através de sons especiais.

Os resultados mostram que áreas do cérebro de pessoas cegas podem aprender a processar a informação visual através desses sons mesmo em pessoas com alguns anos de cegueira ou naqueles que nunca enxergaram.

A pesquisa desafia o senso comum de que, se o córtex virtual não recebe informações visuais na infância, a criança dificilmente poderá enxergar objetos no futuro.

"O cérebro adulto é mais flexível que pensávamos. Outros trabalhos já demonstraram que as áreas do cérebro não apenas servem especificamente para um sentido (visão, audição, tato...), mas para várias modalidades", afirma Amedi.

A equipe, do pesquisador sênior Amir Amedi, ensinou os pacientes cegos a utilizarem um dispositivo de substituição sensorial.

O equipamento tem o objetivo de fornecer informações visuais aos cegos através de outros sentidos. Os usuários só precisam usar uma pequena câmera conectada a um computador e fones de ouvido. As imagens são convertidas em paisagens sonoras, o que permite ao indivíduo interpretar as informações.

Os deficientes visuais que passaram pela experiência alcançaram um nível de acerto que ultrapassa o critério estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a cegueira, segundo os pesquisadores. Os resultados, apesar de não convencionais, já que não utilizam o sistema oftalmológico do corpo, não deixam de ser visuais, por ativarem a rede de identificação visual do cérebro.

Os resultados mostraram que naqueles pacientes que se dedicaram a 70 horas de treinamento com o dispositivo puderam identificar imagens de rostos, casas, objetos em geral e texturas. Algumas conquistas mais complexas foram as posições de determinadas pessoas e expressões faciais.

Segundo os pesquisadores, a reintrodução dos centros visuais no cérebro cego poderia restaurar a visão complexa, e os dispositivos de substituição sensorial podem ser úteis para a reabilitação visual. "Os dispositivos podem ajudar cegos ou pessoas com deficiência visual aprendem a processar imagens complexas, como foi feito no presente estudo, ou eles podem ser usados como intérpretes sensoriais que fornecem suporte para um sinal visual que chega de um dispositivo externo", conclui Amedi.

Fonte: Isaude.net
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