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publicado em 08/11/2012 às 08h52:00
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Pesquisadores da University of California Irvine, nos EUA, criaram um novo tipo de célula derivada de célula-tronco capaz de tratar doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.

O líder da pesquisa Edwin Monuki e seus colegas desenvolveram essas células, chamadas células epiteliais do plexo coroide (CPECs), a partir de linhagens de células-tronco embrionárias de ratos e humanas.

CPECs são críticas para o funcionamento adequado do plexo coroide, o tecido do cérebro que produz fluido cerebrospinal. Entre os seus vários papeis, CPECs removem resíduos metabólicos e substâncias estranhas do fluido e do cérebro.

Em doenças neurodegenerativas, o plexo coroide e as CPECs envelhecem prematuramente, resultando na redução do fluido cerebrospinal reduzida e diminuição da capacidade de expulsar detritos, tais como as proteínas formadoras de placas que são a marca registrada da doença de Alzheimer.

Estudos anteriores mostraram a possibilidade de terapias baseadas em CPECs. No entanto, essas terapias têm sido dificultadas pela incapacidade para expandir ou gerar essas células em cultura.

"Nosso método é promissor, porque pela primeira vez podemos usar células-tronco para criar grandes quantidades destas células epiteliais, que poderiam ser utilizados de diferentes formas para tratar doenças neurodegenerativas", afirma Monuki.

O estudo aparece na edição de hoje do The Journal of Neuroscience.

Para criar novas células, Monuki e seus colegas persuadiram células-tronco embrionárias a se diferenciarem em células-tronco neurais imaturas. Em seguida, as células se transformaram em CPECs imaturas capazes de serem entregues ao plexo coroide de um paciente.

Segundo Monuki, estas células podem ser parte de tratamentos de doenças neurodegenerativas, em pelo menos três formas. Primeiro, são capazes de aumentar a produção de fluido cerebrospinal para ajudar a eliminar as proteínas causadoras de placas no tecido cerebral e limitar a progressão da doença. Em segundo lugar, CPEC pode ser concebida para o transporte de compostos terapêuticos para a medula cerebral e a coluna vertebral. Em terceiro lugar, estas células podem ser utilizadas para pesquisar e otimizar drogas que melhoram a função do plexo coroide.

De acordo com a equipe, os próximos passos são o desenvolvimento de um sistema de rastreio eficaz de drogas e a realização de mais estudos para ver como essas CPECs afetam o cérebro em modelos de ratos com condições como Huntington, Alzheimer e doenças pediátricas.

Fonte: Isaude.net
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