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publicado em 07/11/2012 às 17h00:00
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Foto: Georgia Health Sciences University
Dra. Stella Goulopoulou, líder da pesquisa
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Dra. Stella Goulopoulou, líder da pesquisa

Cientistas da Georgia Health Sciences University, nos EUA, descobriram que a rotatividade excessiva de células da placenta pode desencadear um aumento natural da pressão arterial, que coloca mãe e do bebê em risco.

A pesquisa pode levar a uma nova abordagem de prevenção da pré-eclâmpsia, condição que pode se desenvolver após a 20ª semana de gravidez, levando a um aumento na pressão sanguínea da mãe, que pode resultar em parto prematuro.

A equipe, liderada por Stella Goulopoulou, decidiu investigar se células mortas da placenta em alguns casos produzem uma resposta imune exagerada que contrai os vasos sanguíneos e aumenta a pressão arterial.

"Durante a gravidez, há uma rotatividade natural de trofoblasto, tipo de célula principal da placenta. Em gestações com pré-eclâmpsia, vemos taxas exageradas de morte celular em comparação com gestações normais", afirma Goulopoulou.

Quando estas células morrem, podem liberar suas mitocôndrias, que então se ligam a um receptor-chave, Toll-like receptor 9, e provocam resposta inflamatória. Pesquisas anteriores já haviam ligado as mitocôndrias liberadas pelas células danificadas ou mortas a respostas inflamatórias associadas com a septicemia e insuficiência cardíaca.

Os vasos sanguíneos, tal como outros tecidos, têm receptores que respondem ao DNA mitocondrial e outros componentes da mitocôndria. O DNA da mitocôndria pode ativar especificamente Toll-like receptor 9, que está presente nos vasos sanguíneos. Nos experimentos, os pesquisadores descobriram que a ativação de Toll-like receptor 9 faz com que os vasos sanguíneos se contraiam mais do que o normal.

"A placenta é um tecido dinâmico. Acreditamos que ela é a fonte da mitocôndria implicada na pré-eclâmpsia, porque é o único tecido que sofre renovação celular durante a gravidez. Isso também acaba, na maioria dos casos, quando a placenta e o bebê são entregues", explica Goulopoulou.

A pesquisa pode levar a novas estratégias para a prevenção da condição caracterizada por pressão arterial elevada, proteína na urina, um sinal de que os rins estão sobrecarregados - e restrição do crescimento do feto.

A equipe está planejando mais pesquisas para confirmar o papel do Toll-like receptor 9 que pode, assim, ser utilizado como alvo terapêutico válido.

Fonte: Isaude.net
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